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Empresa nacional iniciou produção de carros elétricos no Paraná

Empresa nacional iniciou produção de carros elétricos no Paraná

A empresa nacional chamada Movi Eletric iniciou sua produção de carros elétricos no Biopark, localizado em Toledo, oeste do Paraná (PR). A produção iniciou no dia 26 de fevereiro, e tem como objetivo fabricar 100 carros elétricos em seu primeiro ano de funcionamento.

Produção de carros elétricos: modelos

Os mesmos carros elétricos que serão produzidos no Paraná também eram feitos na Argentina, pela empresa Sero Eletric.

Os veículos estão na categoria L6e, considerados micro carros elétricos, contando com uma autonomia de cerca de 150km sem precisar de carga.

A velocidade máxima é de 50km/h, sendo essas mesmas especificações independente do modelo.

Nesse começo de produção de carros elétricos, três modelos irão ser montados, sendo eles:

  • um carro elétrico para dois passageiros;
  • um carro elétrico com caçamba;
  • e um carro elétrico com baú, a fim de acomodar itens.

Sobre os veículos

A sua autonomia de 150km chama atenção, uma vez que é possível carregar o veículo em tomadas convencionais, tanto 110V quanto 220V.

A média do tempo de carregamento da bateria pode variar, ocorrendo normalmente entre 5 a 7 horas para a carga total.

Além disso, todos os veículos são resistentes e bem construídos, sendo a estrutura feita com ligas de alumínio de alta resistência, enquanto a parte traseira e frontal utiliza aço tubular, para resistir a possíveis impactos.

Todos modelos contam com freios ABS e também filme protetor UV, a fim de proteger o motorista e o passageiro contra raios solares.

Por fim, os veículos elétricos também comportam pesos de até 270kg, sendo que o modelo com baú conta com suporte de até 500kg para carga.

Clientes da Movi Eletric

A frota desses veículos elétricos é voltada para locação de empresas e/ou para órgãos públicos, sendo um dos grandes benefícios a gestão dessa frota por meio de aplicativo.

Através dessa gestão realizada por aplicativo, todos os tributos, seguros e possíveis manutenções já estão no preço do aluguel do veículo.

Também haverá uma modalidade para venda de pessoas físicas, mas os valores ainda não foram anunciados.

Futuro da produção de carros elétricos

Os três modelos apresentados são só o começo para a Movi Eletric, que pretende trazer mais modelos e também apresentar novas linhas de automóveis.

De acordo com a Movi Eletric, no futuro irão ser adicionados a frota: motos, caminhões, ônibus e até mesmo aviões, totalmente elétricos.

Fonte: Engenharia Hoje

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Ministro reitera que foi pego de surpresa com corte de 92% das verbas para Ciência e Tecnologia

ministerio ciencia e tenologia

Marcos Pontes confirmou que fica no cargo e disse que está tentando recompor o orçamento do setor

Marcos Pontes: verba para ciência e tecnologia não é gasto, é investimento

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, reiterou, na Câmara dos Deputados, que foi pego de surpresa com o corte de R$ 600 milhões de recursos de pesquisa da área.

Em debate na Comissão de Educação nesta quarta-feira (13), ele foi questionado pela presidente do colegiado, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), sobre a aprovação do Projeto de Lei do Congresso (PLN) 16/21, que remanejou mais de 90% dos recursos que seriam destinados para o Ministério da Ciência e Tecnologia para outras pastas. O projeto aguarda agora sanção presidencial.

Professora Dorinha destacou que o texto foi alterado de última hora a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Essa ação nos preocupa muito. O orçamento já era muito apertado e as verbas tinham uma destinação para pesquisa e investimento na área de ciência e tecnologia e, acima de tudo, para o pagamento de bolsas para pesquisadores, e o dinheiro foi retirado”, disse a parlamentar.

O ministro alegou que não sabia nem mesmo que o projeto de lei podia ser modificado de última hora de ofício pelo governo. “Como eu já coloquei publicamente, eu fui pego de surpresa, falei até com o presidente [da República] sobre isso, ele também foi pego de surpresa por isso. Eu pedi ajuda para recuperação desses recursos e ele prometeu que vai ajudar”, disse.

“Não quero discutir o mérito da utilização dos recursos pelos outros ministérios, mas recursos para Ciência e Tecnologia não é gasto, é investimento”, complementou.

Pontes informou que enviou ofício para o ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo a recomposição de recursos e que obteve da ministra-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, deputada licenciada Flávia Arruda (DF), a promessa de recuperação da verba. Mas o ministro não sabe quando isso ocorrerá.

O deputado Professor Israel (PV-DF) observou que o corte de recursos foi decidido pela própria cúpula do governo, já que o ofício modificando o PLN 16/21 foi enviado pela junta de execução orçamentária, composta pelos ministros da Economia, da Casa Civil e da Secretaria de Governo.

Áreas afetadas

De acordo com Marcos Pontes, o corte de verbas não afeta o pagamento de bolsas existentes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mas, se o recurso não for recomposto, afetará as bolsas da chamada universal do CNPq lançada no início de setembro, prevendo R$ 250 milhões para pesquisas em todas as áreas.

Além disso, segundo ele, o corte afeta a destinação de recursos para os institutos nacionais de ciência e tecnologia, cujo orçamento já estaria defasado em 30%, e para o Centro Nacional de Vacinas.

O ministro observou que o PLN 16/21 garante R$ 63 milhões para produção no Brasil de radiofármacos, que são utilizados em tratamentos contra o câncer, mas disse que os recursos precisam ser liberados rapidamente para garantir que não haja interrupção na produção.

Contingenciamento

Pontes acrescentou que o ministro Paulo Guedes promete, para o ano que vem, orçamento melhor para o ministério e a liberação dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Porém, ele teme que, mesmo com a aprovação da Lei Complementar 177/21, que proíbe o contingenciamento dos recursos do FNDTC, o bloqueio aconteça a partir de brecha aprovada no PLN 12/21, transformado na Lei 14.212/21.

Com o desbloqueio, ele disse que será possível aumentar o valor das bolsas do CNPq, congeladas há oito anos.

Permanência no cargo

Deputados criticaram o ministro de estar alheio ao que se passa na área. “A primeira conclusão é que o ministério está no mundo da lua e passando pano para o governo Bolsonaro. Segundo, se depender do governo Bolsonaro, ciência e tecnologia e educação vão para o espaço. Houve corte de R$ 600 milhões no orçamento do ministério, que ficou em R$ 89 milhões, e isso aconteceu a mando do ministro Paulo Guedes. O senhor disse que nem sabia que isso ia acontecer”, criticou o deputado Rogério Correia (PT-MG), um dos que pediu a audiência pública.

O deputado Otoni de Paula (PSC-RJ) frisou que é governista mas lamentou a falta de diálogo e sincronia dentro do governo. Já o deputado Ivan Valente (Psol-SP) pediu que o ministro deixasse o cargo em protesto ao corte. “Por que Vossa Excelência se agarra a um cargo num governo anti-ciência?”, questionou. “Eu pediria a Vossa Excelência que, como um ato político de primeira grandeza, renunciasse ao cargo”, disse.

O ministro respondeu que não se apega a cargos, mas à missão. “Eu recebi a missão de proteger e melhorar o sistema de ciência e tecnologia do País. Quando eu pego a missão, vou até o final”, afirmou. “Eu vou continuar a defender a ciência do Brasil, apesar de todas as situações, por causa da missão que tenho com a ciência”, completou.

Apesar do baixo orçamento, Pontes acredita que o ministério tem conseguido fazer muito graças à competência da equipe. “Poderíamos avançar muito mais se tivéssemos orçamento”, acrescentou.

Pontes defendeu que Educação e Ciência e Tecnologia fiquem fora do teto de gastos. A deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP) pediu então que o ministro apoie uma proposta de emenda à Constituição nesse sentido, para que não seja uma fala vazia.

Papel do Congresso

O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) avaliou que o ministro tem responsabilidade direta pelo corte de verbas da área. “O senhor não pode se colocar como agente à parte, que nada tem a ver com o acontecido”, opinou.

Além disso, ressaltou que apenas o PSol se posicionou contrariamente ao PLN 16/21 na votação na Comissão Mista de Orçamento, cabendo uma cobrança contra o conjunto das lideranças partidárias.

O deputado General Peternelli (PSL-SP) também ponderou que é o Congresso Nacional quem define os recursos de todas as pastas. “O presidente pode propor, mas nós decidimos para onde vai cada recurso. Compete a nós Congresso definirmos para onde vão os recursos”, salientou.

Já o deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) ressaltou que o relator do PLN 16/21 foi o líder do governo, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), e que o ministério recebeu uma “rasteira do governo”.

Mitraud quis saber ainda quais as alternativas construídas pelo ministério para que haja investimentos privados na área de Ciência e Tecnologia. Marcos Pontes informou que criou uma secretaria no ministério com esse fim. “Temos trabalhado com várias ferramentas, mas isso demora um certo tempo, tanto a mudança de cultura quanto a regulamentação para isso”, observou.

Pane no Sistema

O ministro também falou sobre a pane em equipamento do CNPq em julho, que deixou indisponíveis por 16 dias as consultas às plataformas Lattes e Carlos Chagas e aos editais do CNPq.

Ele garantiu que não houve perda dos dados dos usuários e nem atraso no pagamento de bolsas. Segundo ele, as restrições de orçamento não contribuíram para o incidente, que ocorreu por falha material em duas controladoras, as quais serão substituídas por componentes novos, adquiridos antes do incidente.

A deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), uma das que pediu a audiência, disse que o País não pode ficar “à mercê de migalhas para trocar equipamentos” e considerou os cortes no orçamento alarmantes. “O orçamento do CNPq, que honra muito este País, principal agência de fomento à pesquisa científica no País, caiu de R$ 1,4 bilhão em 2018 para R$ 872 milhões, uma redução de 38%. Só as bolsas de estudo para pesquisadores custam mais do que isso, cerca de R$ 900 milhões. Como vão resolver?”, perguntou.

Ela afirmou que, se o corte não for revertido, será preciso zerar os investimentos em novas pesquisas.

Visita de deputada neonazista

Marcos Pontes também respondeu às acusações de que recebeu em seu gabinete uma deputada neonazista. Ele afirmou que a visita foi solicitada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) e disse que não conhecia a posição política da deputada alemã e só tomou conhecimento pela imprensa.

“Ainda bem que eu não sabia de nada disso antes de recebê-la, porque eu ficaria em situação de conflito interno, porque eu seria obrigado a receber uma representante oficial do Parlamento de um país amigo”, apontou.

Semicondutores

Alguns deputados, como Pompeo de Mattos (PDT-RS), criticaram ainda a extinção do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), empresa pública vinculada ao ministério e produtora de semicondutores.

O ministro respondeu que a empresa “poderia ter continuado a contribuir”, que foi criada uma organização social para preservar o conhecimento acumulado no Brasil, e que agora tenta criar uma estratégia junto com a indústria para fortalecer o setor no Brasil.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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FINEP FINANCIARÁ COM ATÉ R$ 400 MI PROJETOS E REDES DO 5G

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Serão duas linhas de recursos: pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) e Redes, inclusive privadas.

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Governo de SP cria sandbox regulatório para cidades inteligentes

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O governo de São Paulo firmou parceria com Connected Smart Cities & Mobility, Parque Tecnológico de São José dos Campos e a SPIn para lançar o seu primeiro sandbox regulatório em cidades inteligentes. A ação foi apresentada pelo governo João Doria (PSDB-SP) nesta sexta-feira, 8, durante o evento RetomaSP em São José dos Campos, cidade a 100 km da capital.

Com o acordo, as cidades e empresas da região do Vale do Paraíba e Litoral Norte de SP poderão testar aplicações de cidades inteligentes no Parque Tecnológico de São José dos Campos. Vale lembrar que o local é um dos test-beds de 5G no Brasil.

A criação sandbox estadual deve ter registro publicado nas próximas semanas no Diário Oficial do Estado. Por meio desta publicação e com base no quinto capítulo do Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo (Lei nº 182/2021), as empresas podem testar serviços e produtos sem amarras regulatórias.

A assinatura da parceria contou com representantes das empresas envolvidas, além da secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Patrícia Ellen, do secretário da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, além do prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth (PSDB-SP).

Além do sandbox, a administração estadual anunciou investimentos de R$ 28 milhões em programas sociais para ajudar as cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte de SP na retomada das atividades pós-pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov 2).

Fonte: Mobile Time

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EUA dão início ao leilão 110

O regulador dos EUA, a Federal Communications Commission (FCC), começou no dia 5 de outubro , o Leilão 110 ,  dando às operadoras do país outra chance de adquirir mais espectro de banda média para 5G.

As frequências em leilão situam-se entre 3,45 GHz e 3,55 GHz, parte de um chamado “ponto ideal” para 5G por causa da mistura de propagação e capacidade de banda média. Atualmente, o espectro é usado pelo Departamento de Defesa dos EUA para serviços de radar.

As frequências são diretamente adjacentes às bandas do Citizens Broadband Radio Service, que a FCC designou como espectro compartilhado que pode ser usado por empresas.

Trinta e três empresas qualificaram-se para licitar no Leilão 110, incluindo as três operadoras nacionais, Verizon, T-Mobile US e AT&T. A Dish Network, que está construindo uma rede RAN 5G aberta baseada em nuvem e totalmente nova, também deve fazer sua oferta.

O espectro será leiloado em cada uma das Áreas Econômicas Parciais (PEAs) da nação, com 10 blocos de 10 MHz cada disponível na maioria das PEAs. Os lances mínimos de abertura variam de US $ 7,5 milhões em Nova York a US $ 1.000 em vários municípios menores.

Analistas consultados pela Bloomberg previram que a AT&T gastará cerca de US $ 10,2 bilhões neste leilão, mais do que qualquer outro licitante. Eles projetaram que o gasto total se aproximará de US $ 25 bilhões, menos de um terço dos US $ 81 bilhões gastos no recente leilão da banda C.

 

Fonte Mobile World Live

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Semicondutores: Abinee fala em aproveitar a Ceitec e Abisemi joga contra a estatal

A indústria nacional esteve hoje (04) debatendo a crise dos semicondutores no Brasil, em audiência pública realizada pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados. O resultado do encontro foi conseguir o apoio da comissão para o restabelecimento urgente dos incentivos fiscais do setor de semicondutores.

Em três meses está previsto o fim do PADIS – Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria de Semicondutores, o que irá provocar uma retração na indústria local, num momento em que a falta de componentes eletrônicos vem atrasando a produção brasileira e mundial.

Mas a discussão da presença do Estado na Economia também colocou na mesa a questão da extinção da Ceitec, do ponto de vista de o país precisar reavaliar sua política para o setor, de forma a não continuar tão dependente da indústria asiática no futuro como vem ocorrendo agora.

Boa parte dos representantes da indústria não deram bola para a questão e preferiram focar nos seus problemas mais urgentes como a prorrogação do PADIS.

O fim da estatal, assunto que não estava previsto na pauta da audiência pública, acabou entrando nas discussões por pedido de diversos parlamentares, entre eles, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS). Vem crescendo no Congresso a tese de que o governo vem dando um tiro no pé ao extinguir uma estatal que produz componentes eletrônicos justamente num momento de escassez mundial.

Durante as discussões, o deputado Alceu Moreira (MDB-RS) deu uma cobrada nos representantes da indústria pelo fato de quererem apoio do Estado para continuar recebendo incentivos fiscais, mas de serem oposição quando esse mesmo Estado quer desenvolver políticas que podem ajudar o setor industrial brasileiro a se tornar menos dependente da oferta de tecnologia estrangeira.

E isso acabou colocando duas das maiores entidades da indústria eletrônica em posições antagônicas: a Abinee – Associação da Indústria Elétrica e Eletrônica e a Abisemi – Associação da Indústria de Semicondutores.

O presidente da Abinee Humberto Barbato, apoiou a proposta do deputado gaúcho, de colocar à mesa para discussão com o governo um modelo de negócio que possa inserir a Ceitec – única fábrica de semicondutores da América Latina – como parte da solução nacional dos problemas da falta de componentes eletrônicos provocada agora pela pandemia do Covid-19. E numa estratégia de médio e longo prazos a estatal ajudar a indústria privada nacional a substituir em parte a dependência tecnológica asiática.

https://youtu.be/ot9cv9560Ec

Essa posição não foi acompanhada pelo presidente da Abisemi, Rogério Nunes, que embora represente a indústria de semicondutores, nos bastidores tem jogado contra a permanência da estatal no mercado. Nunes, inclusive esteve no Ministério da Economia, conversando com técnicos do PPI – que executam a extinção da Ceitec – justamente para colocar uma pá de cal na estatal.

https://youtu.be/nd6wxb59LRg

Rapinagem

Na Audiência pública desta segunda-feira na CCTCI da Câmara, o discurso de Rogério Nunes, que já era à favor da extinção da Ceitec, tem claros indícios de há uma articulação bem montada entre empresários e o Ministério da Economia, para que seja feito “esquartejamento” da estatal pelo governo após a sua extinção.

Ao falar da necessidade de o governo apoiar a indústria de semicondutores, Rogério Nunes sugeriu que a criação de uma fábrica no Brasil (curiosamente o país já tem uma) dependeria de um planejamento estratégico para viabilizá-la nos próximos anos. De ações claras da parte do governo para viabilização dela no mercado.

Nunes foi o mesmo empresário que na reunião do PPI disse que não via viabilidade econômica para a Ceitec, mas que se o governo criasse demanda para os produtos fabricados por essa fábrica, numa eventual privatização ela poderia se tornar viável no mercado brasileiro privado.

Hoje ele deixou claro isso, após falar dos “riscos” de uma fábrica no Brasil, depois que a Abinee se posicionou por uma rediscussão do papel da estatal Ceitec no contexto da indústria nacional de semicondutores. Para Rogério Nunes o governo não deve investir numa estatal, mas deve favorecer quem comprá-la.

 Essa sinalização de esquartejamento da Ceitec para favorecer empresas privadas ficou ainda mais evidente pelas declarações do liquidante da Ceitec, o oficial da reserva da Marinha, Abílio Eustáquio de Andrade Neto. Numa explicação confusa sobre o seu papel no processo de extinção da estatal, que ele alega não estar extinguindo, Abilio reclamou o fato do Tribunal de Contas da União ter paralisado o processo, que o impede preparar a Ceitec para ser vendida, seja a fábrica como um todo, ou a venda de parte dos seus equipamentos.

 Fonte: Capital Digital 

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Abratel avalia que nova resolução de White Spaces garante salvaguardas para radiodifusores

Márcio Novaes é o novo presidente da Abratel

Na avaliação da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), a decisão do Conselho Diretor da Anatel na reunião desta quinta-feira, 30, que regulamentou o uso de White Spaces (espectro ocioso), foi pautada pelo “bom senso e sabedoria”, já que garantiu as devidas proteções ao setor de radiodifusão.

Márcio Novaes é o novo presidente da Abratel

Márcio Novaes é o novo presidente da Abratel

Ao TELETIME, a entidade disse que a regulamentação de TV White Spaces (TVWS) é uma tendência mundial, e que sempre manifestou preocupações quanto à destinação e às condições de uso do espectro ocioso.

A matéria, relatada pelo conselheiro Emmanoel Campelo, estava sob pedido de vista de Vicente Aquino, que incluiu ajustes ao texto original, sobretudo com a possibilidade de mapeamento por sensoriamento de espectro.

Conforme a nova resolução da TVWS da agência, regula as condições de uso (para serviços de telefonia, banda larga ou celular) compartilhado, em caráter secundário, das faixas de 54-72 MHz; 174-216 MHz; 470-608 MHz; e de 614-698 MHz.

 

Anatel aprova regulamento de uso de White Spaces

O Conselho Diretor da Anatel aprovou na reunião desta quinta-feira, 30, a proposta de regulamentação de utilização dinâmica, em caráter secundário, do espectro ocioso das faixas de VHF e UHF, o chamado White Spaces. A matéria, relatada pelo conselheiro Emmanoel Campelo, estava sob pedido de vista de Vicente Aquino, que incluiu ajustes ao texto original, sobretudo com a possibilidade de mapeamento por sensoriamento de espectro.

Conforme explicou na apresentação, o conselheiro coloca que a técnica da base de dados por geolocalização traz como pré-requisitos a exatidão do modelo de propagação, uma infraestrutura de telecomunicações confiável e uma base centralizada de dados de TV. Diz ainda que tem custos altos de implantação, manutenção e administrativos.

Fonte: Teletime

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Todos os eletrônicos pequenos devem ter a mesma porta de carregamento segundo nova regra da União Europeia

Por  Sophie Bushwick

Verifique sua gaveta de lixo em casa e você provavelmente encontrará uma confusão de carregadores de dispositivos eletrônicos – muitos deles provavelmente obsoletos. No final da semana passada, a União Europeia propôs um novo regulamento que resolveria esse problema ao exigir que todos os pequenos aparelhos eletrônicos (incluindo telefones, tablets, alto-falantes portáteis e câmeras) tenham o mesmo tipo de porta de carregamento. Todos esses produtos eletrônicos vendidos na UE. precisaria mudar para o padrão USB-C dentro de dois anos.

Autoridades europeias afirmam que este padrão universal não apenas aumenta a conveniência para os consumidores, mas também reduz o lixo eletrônico. Os críticos de tais medidas, incluindo a Apple – que usa uma porta de carregamento proprietária em seus telefones – afirmam que a mudança sufocará a inovação. E quando o USB-C inevitavelmente der lugar ao próximo método de carregamento aprimorado, as pessoas ainda precisarão investir em novos carregadores. O verdadeiro impacto desta lei, no entanto, pode não ser tão simples como qualquer um dos lados sugere.

“Com base no que sabemos sobre o que está no fluxo de lixo eletrônico, a redução relativa na quantidade de lixo eletrônico provavelmente será relativamente pequena devido apenas aos carregadores”, diz Callie Babbitt, professora de sustentabilidade no Rochester Institute of Technology , onde ela estuda lixo eletrônico. “Mas eu acho que o maior potencial é que este é um bom caso de teste para exigir que os fabricantes pensem sobre padronização e design que seja amigável para o consumidor – e então realmente ver se há um aumento no descarte conforme a tecnologia muda ou se nós na verdade, vê uma redução porque os consumidores não estão substituindo produtos e carregadores com tanta frequência. ” A Scientific American conversou com Babbitt sobre a escala do problema do lixo eletrônico, como os pesquisadores querem resolvê-lo e se essa nova regra é um passo na direção certa.

 

Quanto lixo eletrônico estamos jogando fora, e por que isso é um problema?

As famílias nos EUA descartam cerca de dois milhões de toneladas métricas de eletrônicos por ano. E isso são apenas famílias. Se você começar a levar em consideração negócios, empresas e indústria, estima-se que o número possa dobrar. É muito importante reciclar, mas nem tanto do ponto de vista de tentar evitar que os perigos atinjam o meio ambiente, porque ao longo do tempo, fomos capazes de projetar muitos desses perigos. Os desafios associados aos eletrônicos que descartamos estão mais relacionados ao que estamos jogando fora. Investimos enormes quantidades de recursos na produção: extraímos metais de todo o mundo, alguns de locais muito vulneráveis ​​social e ecologicamente. Nós aplicamos uma tonelada de energia no refinamento desses metais, na fabricação de componentes e, em seguida, na montagem dos produtos. [E-lixo] contém muitas coisas valiosas, como ouro, elementos de terras raras, cobalto, lítio – coisas que são realmente importantes para nossa sociedade. Então, quando descartamos algo, em vez de reutilizá-lo ou reciclá-lo, estamos desperdiçando todos esses recursos.

A mudança para um padrão de cobrança universal reduzirá o lixo eletrônico?

Existem dois benefícios potenciais dessa estratégia. O primeiro é o benefício direto de [não mais] ter que jogar fora um carregador ao comprar um novo dispositivo, e ele não é mais compatível. O benefício é relativamente pequeno. Se você olhar para o descarte de eletrônicos [residências] nos EUA, em massa, a grande maioria disso são coisas como televisores, computadores, impressoras – porque essas coisas são pesadas e contêm muito material e peso. Portanto, embora estejamos descartando muitos telefones, carregadores e coisas assim, eles são, na verdade, uma parte relativamente pequena da massa. Agora, isso não significa necessariamente que eles estejam livres de danos. Eles ainda contêm materiais valiosos com fiação que geralmente é feita de cobre e alumínio, e então os revestimos com plástico, o que tem seus próprios desafios. O maior benefício pode ser mais indireto: isso é potencialmente algo que pode permitir uma mudança no comportamento do consumidor. Se o seu carregador ainda funcionar, talvez isso também seja um sinal de que o produto que você ainda está funcionando e que você pode continuar usando-o por mais tempo. E talvez haja algum benefício indireto para os consumidores que continuem a consertar e estender a vida útil dos produtos e componentes que já possuem, o que é uma mudança de mentalidade.

 

Como uma padronização maior pode ter esse benefício indireto de estender a vida útil dos dispositivos eletrônicos?

Com componentes padronizados, se você deseja consertar ou reciclar eletrônicos, todas as peças são iguais. Em meu laboratório, temos uma enorme bancada cheia de chaves de fenda e ferramentas de todos os diferentes tamanhos, formas e tipos – porque isso é o que é necessário para realmente acessar os componentes dentro da eletrônica. A razão para isso é porque não há padronização de design, o que significa que se você é uma empresa tentando trabalhar nas áreas de reutilização e reciclagem, você está tendo que gastar mais em mão de obra, custos e suprimentos para realmente fazer o trabalho realmente valioso. Sabemos que, ao padronizar peças, componentes e etiquetagem, podemos realmente atingir muitos objetivos de “economia circular”. A ideia da economia circular é que estamos tentando manter os recursos em uso o máximo possível: queremos minimizar a quantidade de recursos que extraímos da Terra e queremos minimizar a quantidade de resíduos que, em última análise, colocamos de volta na natureza.

Um padrão de cobrança universal poderia impedir o progresso tecnológico?

Há um equilíbrio entre abraçar os benefícios ambientais que podem advir do progresso tecnológico e, ao mesmo tempo, seguir o que sabemos que são práticas de design de economia circular muito fortes e eficazes. As soluções [como a padronização] devem ser ágeis o suficiente para responder ao progresso tecnológico, porque esse progresso pode, na verdade, fornecer muitos benefícios por si só. E um grande exemplo disso pode ser visto na mudança no setor de televisão. Vinte anos atrás, o lixo eletrônico nos EUA estava crescendo porque as pessoas estavam descartando as grandes e quadradas televisões de tubo de raios catódicos. Eles são extremamente pesados, [com] muito material perigoso – alguns contêm até cinco libras [2,3 quilos] de chumbo por aparelho de TV – e muito difíceis de reciclar. E se você está ansioso para ver onde estamos agora, você pode obter uma tela maior e melhor, que usa muito menos energia e contém muito menos materiais na tecnologia de tela plana que temos agora.

 

Quais são alguns exemplos de regulamentos eficazes de lixo eletrônico?

 

Existem muitas maneiras diferentes de conseguir isso. [Por exemplo], você pode definir metas relacionadas ao conteúdo reciclado e reciclabilidade. Os EUA, em comparação com a UE, geralmente têm uma abordagem mais voluntária. E um bom exemplo disso é o que é chamado de Ferramenta de Avaliação Ambiental de Produto Eletrônico, ou EPEAT, que foi criada por partes interessadas que realmente abrangem todo o setor de eletrônicos. A ideia era criar um conjunto de sistemas de classificação para realmente avaliar o design de produtos eletrônicos em termos de quão recicláveis ​​eles podem ser ou quão sustentáveis ​​podem ser. Assim, os fabricantes obtêm crédito por, digamos, escolher material com conteúdo reciclado em vez de material virgem ou por tornar o produto facilmente acessível para reparo, entre muitas outras estratégias. Muitas instituições dos EUA – incluindo, em um ponto, o governo federal, bem como muitas universidades, empresas e municípios – realmente escreveram em seus próprios padrões de compra que qualquer aparelho eletrônico comprado deve ter um certo nível de certificação do sistema de classificação [EPEAT]. Portanto, embora esse seja um mecanismo voluntário, houve pressão empresarial sobre os fabricantes para realmente participarem disso e projetarem produtos [para serem] mais ecológicos.

Gerenciar eletrônicos usados ​​e lixo eletrônico é incrivelmente complexo, e nenhuma política única será capaz de lidar com tudo isso de forma eficaz. Na verdade, será necessário um esforço conjunto com várias partes interessadas envolvidas. A política desempenha um papel fundamental. Os fabricantes desempenham um papel fundamental. Mas, ao mesmo tempo, temos que investir no desenvolvimento de novas tecnologias de reciclagem. Temos que mudar a forma como os produtos podem ser reparados. E temos que educar os consumidores sobre como realmente participar do sistema. Isso é o que será necessário para realmente atingir as metas de economia circular para eletrônicos.

 

Fonte: Scientific American

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Brasil é aceito como membro associado pelo conselho do CERN

O conselho do CERN (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear) aceitou, nesta sexta-feira (24), por unanimidade, o Brasil como membro associado. Agora, o Senado deve ratificar o acordo que o governo brasileiro está fechando com a instituição europeia.

A informação foi confirmada pelo diretor do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), o físico Ronald Cintra Shellard.

Um dos principais centros de pesquisa do mundo, o CERN é um centro de tecnologias complexas para o estudo das partículas que constituem a matéria e a chamada física de altas energias. É ali que está o LHC (Grande Colisor de Hádrons), o maior acelerador de partículas do mundo. No campo da física, o CERN é considerado a principal instituição científica no mundo.

 

CERN

O Globo da Ciência e Inovação no CERN, em Genebra, na Suíça (créditos: Dominionart/Shutterstock)

 

Como país associado, o Brasil poderá expandir ainda mais sua atuação no centro de pesquisas e terá acesso a oportunidades de colaboração industrial e tecnológica.

Segundo o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), mais de cem cientistas brasileiros usaram as instalações do CERN para suas pesquisas somente no ano de 2019. Os brasileiros, atualmente, usam o CERN por meio de um acordo de cooperação internacional.

“A entrada do Brasil como membro associado vai significar mais regularidade e previsibilidade para os aportes de recursos para a ciência, isso vai ter impacto no desenvolvimento de instrumentação científica e na inovação”, diz Shellard, que trabalhou no CERN no início dos anos 90.

“Quando os físicos estudam buracos negros ou a interação da matéria, na prática avançam no desenvolvimento da instrumentação [para realizar os experimentos], e a indústria se beneficia muito disso”, afirma Shellard.

Segundo o físico, o novo status do Brasil no CERN pode abrir portas para que empresas nacionais aprendam mais e sejam capazes de receber e ajudar a desenvolver tecnologias criadas no centro de pesquisas.

Em agosto deste ano, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, havia visitado a instituição, que tem sua sede em Genebra, na Suíça. Desde 2010, o CERN aceita que países não europeus possam se tornar membros associados, e a missão brasileira teve o objetivo de estreitar os laços com a rede de pesquisa.

Segundo Shellard, a comunidade científica brasileira vem trabalhando para essa inclusão há cerca de 11 anos.

Criado em 1953, o CERN conta com 23 países membros e sete membros associados, incluindo Índia e Ucrânia. Hoje, Chipre, Estônia e Eslovênia estão em estágio de pré-filiação, status que o Brasil também deve receber após a finalização do acordo.

 

Fonte: Tecmundo

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Governo prevê arrecadação de R$ 10 bilhões em leilão 5G

O governo federal pode arrecadar cerca de R$ 10 bilhões com o leilão de frequências para o serviço de telecomunicações sem fio de 5G, marcado para 4 de novembro, considerando valores mínimos dos lotes e ofertas para todos eles, disseram hoje (24) membros da Anatel e do Ministério das Comunicações;

O leilão, após mais de um ano de análises entre órgãos que incluíram o TCU (Tribunal de Contas da União), vai exigir uma série de obrigações de investimentos dos vencedores entre 2022 e 2029, em um total de cerca de R$ 40 bilhões que também considera os valores mínimos dos lotes. O edital do leilão deve ser publicado na próxima segunda-feira (27).

Como comparação, o leilão do espectro 4G, realizado em 2014 e que tinha um viés arrecadatório, o governo levantou cerca de R$ 5,8 bilhões, com as operadoras Claro, Vivo e TIM sendo as principais vencedoras.

As obrigações do leilão 5G incluem desde levar internet rápida a milhares de escolas públicas do país até a conexão de corredores rodoviários do país à tecnologia 4G.

O leilão, que vai vender direitos de uso de faixas nas frequências 700 MHz, 2.300 MHz, 3,5 GHz e 26 GHz, será o maior já realizado pela Anatel, disse o presidente da agência, Leonardo de Morais, a jornalistas.

“A faixa que chama mais atenção é a de 3,5 GHz, que é a porta de entrada para o 5G“, disse Morais. Segundo ele, a faixa será dividida em cinco blocos de frequência, dos quais quatro nacionais de 80 MHz, com valor econômico de R$ 6 bilhões. Porém, incluindo as obrigações, “será cobrada de cada um dos quatro blocos R$ 321 milhões, porque há muitas outras obrigações associadas.

Entre as obrigações, “R$ 1,5 bilhão serão voltados para programas de conectividade na Amazônia…além disso vamos também destinar R$ 1 bilhão destes compromissos dos lotes nacionais para uma rede privativa versada por políticas públicas a serem definidas pelo ministério (das Comunicações”, disse o presidente da Anatel.

Essa rede privativa, a ser usada por órgãos da administração federal, é a solução criada para abarcar temores de segurança envolvendo fornecedores de equipamentos de telecomunicações da China, como a Huawei, acusada desde a passagem de Donald Trump pelo governo dos Estados Unidos de ser instrumento de espionagem do governo de Pequim. A empresa nega a acusação.

“O leilão não é de tecnologia. É de outorga de direito de uso de radiofrequência”, disse o presidente da Anatel ao ser perguntado sobre o papel que a Huawei, uma das maiores fornecedoras de equipamentos de telecomunicações do mundo, na infraestrutura do 5G.

“Quem usará estas radiofrequências são as empresas de telecomunicações, que depois comprarão seus respectivos equipamentos. O leilão não tem nenhum tipo de orientação neste sentido”, disse Morais.

O presidente da Anatel disse ainda que R$ 2,3 bilhões em obrigações de investimento ligadas ao bloco de 3,5 GHz serão usados para migração de antenas parabólicas de TV aberta, usadas por famílias em regiões mais afastadas do país, para outras frequências, de modo a não gerar interferências na frequência.

Ele disse que cerca de 600 cidades do país receberão infraestrutura de transporte de dados de alta capacidade com as obrigações de investimento previstas para faixa de 3,5 GHz. (Com Reuters)

Fonte:  Forbes