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Huawei inaugura centro de inovação para experimentação 5G em São Paulo

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Huawei inaugurou nesta terça-feira, 27, um centro de inovação para experimentação de soluções 5G no Brasil. Batizado como Ecosystem Innovation Technology Center (EITC), o espaço exigiu um investimento de R$ 35 milhões da fornecedora.

Além da tecnologia de quinta geração, o EITC também abrigará testes voltados para inteligência artificial. Operadoras e outros parceiros da indústria de TIC interessados no desenvolvimento conjunto devem participar dos trabalhos. A instalação está localizada nos escritórios da Huawei em São Paulo.

“Estamos disponibilizando nossa infraestrutura de 5G, cloud e inteligência artificial no Ecosystem Innovation Technology Center para todos que quiserem investir em novas soluções para e economia brasileira, a fim de acelerar a criação de um ecossistema de aplicações baseadas na tecnologia móvel 5G”, explicou o CEO da Huawei no Brasil, Sun Baocheng, em comunicado.

Cibersegurança

No mesmo espaço, a chinesa também inaugurou o T-Center (Trustworthy Center). O espaço é classificado como um centro de cibersegurança aberto para clientes e parceiros, incluindo do poder público, “conhecerem o processo de governança fim a fim” da Huawei.

“Cibersegurança e proteção de dados são fundamentais no mundo digital, e prioridades máximas para a Huawei, que investiu mais de US$ 1 bilhão neste segmento somente em 2020”, apontou o CSO da Huawei Brasil e América Latina, Marcelo Motta. No âmbito global, acusações (ainda não comprovadas) de risco à segurança cibernética levaram ao banimento da empresa nos EUA.

Fonte: Teletime

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CEO da TIM assume presidência da Conexis

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Pietro Labriola, CEO da TIM Brasil é o novo presidente da Conexis Brasil Digital. Foto de divulgação: Ismar Ingber

O CEO da TIM, Pietro Labriola, assumiu a presidência da Conexis Brasil Digital, nesta sexta-feira, 23. Seu mandato será de um ano e ele deverá acumular a presidência da Telebrasil e da Febratel. O economista Marcos Ferrari segue como presidente executivo da entidade.

Em comunicado oficial, Labriola afirmou que a missão da Conexis neste momento é contribuir para a eficaz introdução da nova tecnologia 5G.

Mario Girasole, vice-presidente de assuntos regulatórios, institucionais e imprensa da TIM, também assumiu a presidência do Conselho de Signatárias do SART (Sistema de Autorregulação das Telecomunicações), que é um conjunto de princípios, regras, estruturas organizacionais, instrumentos, mecanismos de deliberação e procedimentos de autodisciplina que visam permitir uma regulação do setor de telecomunicações no âmbito da Conexis.

Fonte: Mobile Time

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Presidente Bolsonaro cria a Rede Federal de Gestão de Incidentes Cibernéticos

DECRETO-CIBERSEGURANÇA

Iniciativa mira na prevenção contra ameaças cibernéticas dentro de órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, cuja participação é obrigatória

O presidente da República, Jair Bolsonaro, editou decreto que institui a Rede Federal de Gestão de Incidentes Cibernéticos, com o fim de proporcionar prevenção contra ameaças cibernéticas e de elevar o nível de resiliência em segurança cibernética dos ativos de informação dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

A participação na Rede é obrigatória para todos esses órgãos e entidades. No que concerne às empresas públicas e sociedades de economia mista federais e das suas subsidiárias, a participação na Rede se dará por meio de adesão, de maneira voluntária.

A iniciativa foi motivada pelo fato de as ameaças cibernéticas terem crescido em escala mundial. Organizações públicas e privadas de diversos países têm reforçado suas políticas de segurança da informação e de segurança cibernética e elevado o nível de proteção dos sistemas computacionais por eles utilizados, especialmente no âmbito da gestão estatal.

O Departamento de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República será a unidade responsável por coordenar a Rede Federal de Gestão de Incidentes Cibernéticos.

Fonte: Governo Federal

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Sebrae e INPI capacitam pesquisadores para a abertura de negócios de base tecnológica

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Programa tem como objetivo fomentar negócios inovadores a partir de pesquisas acadêmicas

Os responsáveis pelas mais de mil pesquisas com potencial de inovação, selecionadas pelo Catalisa ICT, já começaram a ser capacitados pelo Sebrae e pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O programa Catalisa ICT é uma iniciativa do Sebrae voltada para fomentar a criação de negócios de base tecnológica inovadores a partir de pesquisas acadêmicas de todo o Brasil.

Para os pesquisadores selecionados, foi oferecida a capacitação elaborada pelo Sebrae “Aprender e Estruturar”. “Esse curso à distância, de dois meses de duração, tem como um dos seus principais focos estimular a atitude empreendedora dos selecionados e ajudá-los a elaborar um plano de inovação que será essencial na concretização do negócio”, afirma a analista de inovação do Sebrae Hulda Giesbrecht.

Além disso, o Sebrae e o INPI também promoveram, para 1.126 pesquisadores, um curso totalmente online de nivelamento em propriedade intelectual. “Muitos pesquisadores declaram que foi a primeira vez que se dedicaram a conhecer o sistema de propriedade industrial, e que após isso, conseguiram entender o potencial de transferência de tecnologia e a consequente geração de negócios a partir do resultado de suas pesquisas”, destaca Hulda.

O curso repassou aos participantes noções sobre os requisitos de patenteabilidade, como proteger a sua tecnologia por meio de patente de invenção, modelo de utilidade, registro de desenho industrial, programa de computador, dentre outros.

Avaliação

A avaliação do curso, realizado na plataforma da academia do INPI, foi preenchida por 1.104 alunos, de forma anônima, e indicou que: 91% classificaram o material didático como ótimo/bom; 99% avaliaram que o curso ajudou a aumentar o nível de conhecimento sobre propriedade intelectual e 97% declararam que recomendariam o curso para outras pessoas.

Presença Digital

O Sebrae dedica o mês de julho à temática da presença digital. Ao longo de todo o mês, será realizada uma série de atividades voltadas ao debate sobre a importância da transformação digital nos pequenos negócios. A pesquisa de Impacto da Pandemia nas MPE mostra que quem aderiu às vendas online e soube explorar melhor as ferramentas sentiu menos as consequências da crise. A comercialização de produtos pela internet foi acelerada pela pandemia. Por isso, conheça todas as soluções de gestão disponibilizadas, gratuitamente, pelo Sebrae e acompanhe a programação nas redes sociais da instituição.

Fonte: Agência Sebrae

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Ministério da Justiça pede bloqueio do The Pirate Bay no Brasil

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou ao Canaltech que o The Pirate Bay está entre os serviços que foram retirados do ar na última semana, como parte da terceira fase da Operação 404. Realizada na quinta-feira (8), os trabalhos miraram 334 sites e 94 aplicativos que disponibilizavam o streaming ou permitiam o download irregular de conteúdos audiovisuais, bem como páginas e perfis em redes sociais ligados à venda de produtos piratas.

A confirmação veio depois de uma denúncia feita pelo Partido Pirata, que reuniu relatos de usuários das principais operadoras do país sobre dificuldades no acesso ao The Pirate Bay. Na maioria dos casos, uma mensagem de erro é exibida, como se a página estivesse com dificuldades técnicas, enquanto em uma das situações presenciadas pela redação do Canaltech, um texto do próprio Ministério da Justiça foi exibido, informando a quem acessa sobre o bloqueio do site.

Neste caso, o endereço oficial do The Pirate Bay redireciona o usuário a uma página da Operação 404, que informa sobre o escopo dos trabalhos e, também, sobre a presença de pirataria audiovisual no domínio. O site também traz os logos das Polícias Civis de nove estados brasileiros, onde 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, além de departamentos de justiça dos Estados Unidos e Reino Unido, que trabalharam juntos na investigação.

A reportagem apurou que pelo menos três operadoras receberam pedidos oficiais de bloqueio no acesso ao The Pirate Bay: Claro, Vivo e Oi, de onde se originam, também, os relatos de usuários que se acumulam nas redes sociais. Em todos os casos, o impedimento parece ter sido feito por meio de DNS, com os clientes não mais tendo acesso ao site de torrents a partir das configurações originais das provedoras de internet.

“[Essa] é uma tentativa de dificultar o acesso aos referidos sites por usuários situados no Brasil, mas não é um impedimento efetivo”, explica Márcio Chaves, sócio responsável da área de direito digital do escritório Almeida Advogados. De acordo com ele, o caminho do bloqueio nem sempre é o mais eficiente, já que o próprio funcionamento da tecnologia impede que pedidos desse tipo sejam eficazes com todos os possíveis visitantes.

Fonte: Canal Tech

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Região Portuária do Rio terá o ‘Porto Maravalley’

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Trata-se de um projeto para tornar o Porto Maravilha um polo de startups e empresas tecnológicas

De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, Chicão Bulhões, em breve, o Porto Maravilha do Rio de Janeiro terá o lançamento do Porto Maravalley. O novo projeto da Prefeitura traz no nome uma referência ao Vale do Silício da Califórnia, nos Estados Unidos. A ideia é criar na Região Portuária um polo de inovação e tecnologia, que concentrará empresas, laboratórios e instituições de ensino e pesquisa.

Além de atrair empresas, o Porto Maravalley, também projeta a conversão de imóveis vagos da região em moradias de co-living e apartamentos para quem trabalha em startups.

A agência de atração de negócios da Prefeitura, Invest Rio, está gerindo o projeto junto com a Fábrica de Startups. Foi criado um grupo de trabalho que deve elaborar um plano executivo para atrair empresas inovadoras para a região.

Fonte: Diário do Rio
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Capacitação de profissionais de telecom preocupa empresas e trabalhadores

Feninfra

A Feninfra, entidade que congrega as empresas de instalação e manutenção de redes e empresas de call center, está preocupada com a necessidade de requalificar profissionais do setor para novas tecnologias como o 5G.

Vivien Suruagy, presidente da Feninfra e da Contic, estima que haverá uma geração de 1,5 milhão de empregos em curto prazo com o 5G, em TI, inteligência artificial e infraestrutura de telecomunicações em geral. Mas menciona que há uma lacuna no Brasil com a fuga de talentos, afirmando haver propensão de 67% dos jovens profissionais de sair do País. Sem contar os trabalhadores que precisam de atualização. Esta preocupação também foi colocada por Ricardo Patah, presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

“Historicamente, era dito que o Sistema S qualificava o setor, mas vimos que isso não aconteceu. Não temos grade curricular e necessitamos de algo muito mais aperfeiçoado e moderno para fazer frente a diversas atividades e especialidades”, declarou ela, durante evento Feninfra Live nesta sexta-feira, 25. Suruagy cita ainda o impacto da precificação do edital do 5G no investimento e mão de obra para atendimento das metas.

“Temos que requalificar ou qualificar em torno de 1,2 milhão de trabalhadores por ano, sofisticar o treinamento”, declara. A presidente da Feninfra ressalta que a parceria da Contic com a Conif visa endereçar essa questão, uma vez que a instituição possui 600 unidades e aproximadamente um milhão de alunos. “Vamos modernizar a grade para treinar [e resolver] essa falta de mão de obra imensa.”

Outra iniciativa é da Huawei, com criação de laboratórios para a formação de profissionais de telecomunicações. Isso é feito por meio de parceria com 70 instituições, para qualificar estudantes e aproximá-los ao mercado de TICs. “Também nas parcerias com criação de laboratórios, focados na instalação de FTTH, mas pessoas serão qualificadas também para atuar no 5G. Nos últimos anos formamos 30 mil pessoas, e queremos dobrar isso”, declara o diretor de relações públicas e governamentais da fornecedora no Brasil, Bruno Zitnick.

Jacqueline Lopes, diretora de relações institucionais da Ericsson Latin America para a região Sul também aponta a necessidade de permanente investimento em tecnologia e lembra que a Ericsson, que atua há 100 anos no Brasil, mantém não apenas uma fábrica no país como um centro de pesquisa local.

Em outro painel do evento, João de Moura Neto, presidente da Fitratelp, levantou o problema da capacitação sob contexto de atualização das novas tecnologias, que estaria deixando trabalhadores “órfãos de empregos e atividades por conta da modernização”. Ele cita não apenas redes móveis, mas mesmo técnicos que lidam com a rede de cobre, e que agora precisam se capacitar para fibra.

Wilson Cardoso, CTO da Nokia Latin America, lembra que o 5G não deve trazer grandes novidades em relação à parte de rádio das redes de telecomunicações, que é mais ou menos equivalente à das gerações atuais, mas que haverá uma grande ampliação na quantidade de antenas e, sobretudo, na diversificação dos serviços. “Haverá a necessidade de profissionais capazes de atuar na integração de diferentes setores da economia que utilizarão as soluções baseadas em 5G”, lembra o executivo.

Para Luciano Stutz, presidente da Abrintel, que representa as empresas de torres, há a necessidade de treinar profissionais para trabalhar em grandes alturas e que tenham conhecimento técnico sobre as redes de 5G, e é necessário fazer um treinamento pensando no futuro, com a massificação da quantidade de antenas e sites. (Colaborou Samuel Possebon)

Fonte: Teletime

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Mais espectro, Open RAN e desempenho das redes são prioridades em agenda 5G da FCC

Federal Communications Commission (FCC)
 Jessica Rosenworcel - Presidente interina da Federal Communications Commission (FCC) norte-americana

Jessica Rosenworcel – Presidente interina da Federal Communications Commission (FCC) norte-americana

A disponibilização de mais espectro em mid-band (banda média), a diversificação da cadeia de fornecedores a partir do Open RAN e a coleta nacional de dados sobre a qualidade da banda larga fixa são as principais metas da agenda 5G dos EUA.

O roteiro foi compartilhado pela presidente interina da Federal Communications Commission (FCC) norte-americana, Jessica Rosenworcel, durante o programa ministerial do MWC 2021, realizado em Barcelona (Espanha).

A liberação de mais espectro em banda média foi colocada no topo da lista de prioridades. “Para muitos consumidores o presente é confuso, com operadoras provendo diferentes versões de 5G que às vezes parecem o 4G. Isso ocorre em parte porque elas não têm a banda média necessária para serviços consistentes e abrangentes”, declarou Rosenworcel, na ocasião.

Neste sentido, a chairwoman lembrou que um leilão de 100 MHz em 3,45-3,55 GHz está previsto para outubro, com expectativa de liberação das frequências até o fim do ano. Ainda em 2021 também está previsto o fim da limpeza (e consequente disponibilização) de um primeiro lote de 100 MHz que compõe a capacidade em banda C leiloada em fevereiro.

Pensando nos próximos passos, a FCC já estaria trabalhando com parceiros do governo federal para possibilitar a liberação futura da faixa de 3,1-3,4 GHz para o 5G. Antes disso, uma consulta pública sobre 100 MHz em 2,5 GHz também está em curso.

Open RAN

A FCC também destacou as redes de acesso com múltiplos fornecedores como parte vital da estratégia. Para Rosenworcel, a tecnologia deve habilitar redes mais seguras e com menores custos, acelerando roll-outs..

A dirigente notou que os EUA já estão incentivando operadoras a ouvirem diretamente dos vendors quais os benefícios do novo padrão, além de apostar no crescimento acelerado nas receitas de fornecedores do segmento e da população atendida através do modelo.

Por último, a FCC também manifestou desejo de ampliar a coleta de dados sobre a performance de redes de banda larga fixa do país. “Não podemos gerenciar o que não conseguimos medir”, afirmou Roserworcel, destacando que uma força tarefa governamental foi criada para a função.

Fonte: Teletime

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China quer 50% do PIB digital em 2025, e o 5G é parte da estratégia

PIB digital

Não é de hoje que a China tem na agenda de tecnologia o principal motor de sua transformação econômica, mas números  trazidos pelo chairman da China Mobile, Yang Jie, impressionam. Segundo o executivo, que falou no primeiro dia do Mobile World Congress em Barcelona (MWC 2021), a economia digital já representou 38,6% do PIB chinês em 2020, contra 36,2% em 2019. Mas a perspectiva é de que até 2025 seja 50% do total de riquezas gerado no país, com um crescimento superior a 11% ao ano. Segundo Yang Jie, o 5G será um dos principais pilares desse desenvolvimento.

Ele explica que já existem na China 80 mil estações rádio base (ERBs) com 5G, o que conecta 300 milhões de pessoas.

E aponta que com o 5G o modelo de negócio das operadoras, especialmente da China Mobile, se transforma completamente. Segundo ele, a China Mobile passará a operar dentro do conceito de “Ability as a Service”, em que a operadora será a responsável por habilitar a transformação digital de outros setores por meio da conectividade e das soluções para produção, vida em comunidade, serviços governamentais, entretenimento, transações financeiras, socialização, identidade digital entre outras .

Fonte: Teletime

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CLARO, EMBRATEL E SLC AGRÍCOLA VÃO DESENVOLVER SOLUÇÕES 5G PARA O AGRONEGÓCIO

Empresas implantaram rede 5G Stand Alone (SA) em propriedade, no estado de Goiás, que servirá como ponto de partida para testes de casos de uso focados na otimização do agronegócio

Claro e a Embratel se uniram à SLC Agrícola no propósito de colocar em prática um projeto piloto focado no desenvolvimento de casos de uso com 5G Standalone para atender às necessidades dos produtores rurais.

A ideia é usar a operação da SLC como base para a formatação de produtos e serviços que serão criados em conjunto pelas equipes de inovação das empresas envolvidas, explorando todo o potencial que o 5G traz para o negócio.

O projeto prevê a integração de novos sensores e drones ao maquinário para ampliar a capacidade analítica a respeito da produção.

Para isso, a Claro e a Embratel, utilizando rede de acesso e núcleo móvel 5G Standalone da Huawei, iluminaram a Fazenda Pamplona, uma das propriedades da SLC Agrícola, na cidade de Cristalina (GO), com uma rede 5G Standalone (SA) que opera na faixa de 3,5GHz, com 100 MHZ de largura de banda. A rede 5G implementada utiliza licença experimental cedida pela Anatel.

“Os dados são o motor dos negócios do futuro e extremamente importantes para o agronegócio. A quantidade de dados disponível nos dias de hoje é enorme e processá-la instantaneamente permite que o produtor reaja em tempo real, tornando as suas operações mais previsíveis”, explica Adriano Pires, Diretor de Vendas da Embratel.

A união de esforços deve gerar vários frutos para o setor. O primeiro deles será a utilização do 5G Standalone (SA) para a transmissão instantânea de centenas de imagens, em alta resolução, que poderão ser coletadas em campo e processadas em tempo recorde para que os produtores possam reagir de forma muito mais eficaz ao ataque de pragas, por exemplo.

A integração de novos sensores e drones ao maquinário de alta tecnologia já empregado hoje amplia as oportunidades para aumentar a produtividade e trabalhar em condições mais sustentáveis, poupando recursos naturais, como energia e água, e permitindo um uso mais estratégico e em menor volume de defensivos agrícolas, um dos principais objetivos do produtor.

As empresas esperam que o projeto piloto na Fazenda Pamplona (GO) demonstre a viabilidade de tecnologias voltadas à automação e robótica, além do uso de imagens em alta resolução na agroindústria. “Nossa expectativa é de que as vantagens da baixa latência e o processamento em tempo real do 5G permitam o uso de algoritmos em nuvem e inteligência artificial, trazendo ganhos de eficiência operacional e produtividade em nossas fazendas”, afirma João Aranda, coordenador de Serviços de TI da SLC Agrícola.

Segundo Eduardo Polidoro, diretor de Negócios de IoT da Claro, o acordo também utiliza tecnologias legadas. “Além do 5G Standalone, estamos levando também projetos complementares que englobam o 4G e o 3G, e buscando incluir as pessoas nesta jornada de descoberta e aprimoramento das tecnologias. A Claro acredita que a transformação digital só acontece quando as pessoas estão treinadas e engajadas no propósito de evolução do setor”, afirma o executivo.

Para André Sarcinelli, diretor de Engenharia da Claro, a parceria entre as empresas entrega ao setor Agro um ambiente com as condições ideais para a cocriação de soluções inovadoras. “A Claro tem sido pioneira no desenvolvimento de soluções voltadas para o 5G, operando com licenças especiais cedidas pela Anatel em casos de uso na Indústria 4.0, entretenimento, serviços financeiros e educação e pesquisa. Essa rede 5G Stand Alone (SA) nos permitirá usufruir de tudo o que somente o novo ecossistema 5G é capaz de proporcionar para o Agro”, comenta.

PRIMEIRA DEMONSTRAÇÃO DO 5G PARA O CAMPO

A Claro e a Embratel fizeram a primeira demonstração do 5G aplicado à agricultura 4.0 também no estado de Goiás. Em parceria com o Governo de Goiás e a Huawei, em dezembro de 2020, foi instalada uma rede de internet móvel de quinta geração (5G) no município de Rio Verde (GO) para levar os diferenciais da agricultura inteligente aos produtores brasileiros, em caráter experimental.

Foram instaladas duas torres de transmissão do 5G, em caráter de prova de conceito, uma no Parque Tecnológico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (IF Goiano), idealizado para fomentar inovações com espaço destinado à incubação de startups voltadas para o agronegócio, e a outra na fazenda Nycolle, escolhida para realizar a quebra de conceito e um breakthrough com demonstrações práticas.

 

Fonte: Telesíntese