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Anatel libera equipamentos da Starlink, internet via satélite de Elon Musk

Equipamento da Starlink que pode transmitir até 4 Gb/s recebe certificação da Anatel; empresa venderá internet via satélite

Starlink ainda não chegou ao Brasil, mas a companhia de internet da SpaceX se prepara para entrar no mercado nacional. A Anatel homologou duas antenas de satélite que ficarão instaladas nas estações terrestres do provedor, que deve chegar ao país em fase de testes até o final do ano.

Antena para base terrestre da Starlink é homologada na Anatel (Imagem: darkpenguin22/Reddit)

Antena para base terrestre da Starlink é homologada na Anatel (Imagem: darkpenguin22/Reddit)

A Anatel certificou duas versões da antena Gateway V3, com diferença apenas na frequência de operação. O equipamento foi classificado como transceptor para estação terrena, utilizado para aplicação de serviço de comunicação por satélite. A solicitação de homologação foi feita pela Starlink Brazil Serviços de Internet Ltda.

No certificado, é possível descobrir que a antena opera na banda Ku e tem capacidade para transmissão com velocidades de até 4 Gb/s. O equipamento é fabricado pela SpaceX nos Estados Unidos e possui modem integrado.

Selo da Anatel na antena Starlink Gateway V3 (Imagem: Reprodução/Anatel)

Selo da Anatel na antena Starlink Gateway V3 (Imagem: Reprodução/Anatel)

Starlink ainda precisa obter autorizações na Anatel

A certificação do equipamento para a base terrestre é um dos primeiros passos para a chegada da Starlink no Brasil, mas a empresa ainda precisa pedir a homologação da antena que ficará instalada nas casas dos clientes de banda larga.

A Starlink também solicitou à Anatel o direito para explorar satélites estrangeiros no Brasil. Caso a autorização seja concedida, a empresa também precisa obter uma licença de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), exigida para todos os provedores de internet.

A companhia de Elon Musk afirma que terá cobertura de banda larga via satélite no Brasil até o final de 2021 e abriu um cadastro para interessados em participar da fase beta. Quem quiser se arriscar deverá pagar uma taxa de US$ 99 logo no registro, além de comprar o kit da antena e roteador que custa US$ 499.

A princípio, a SpaceX divulga que a banda larga Starlink deve atingir velocidades de 50 Mb/s a 150 Mb/s, com ping variando entre 20 ms a 40 ms e sem franquia de uso.

Colaborou: Everton Favretto

 

Fonte: Tecnoblog

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Anunciadas as primeiras empresas que farão lançamentos não governamentais a partir do espaçoporto de Alcântara

Durante a cerimônia, organizada pelo Comando da Aeronáutica, o presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura, destacou esse momento histórico para o Programa Espacial Brasileiro

Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), anunciou, em conjunto com  Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pelo Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no estado do Maranhão, as empresas selecionadas para realizar lançamentos de veículos espaciais não governamentais orbitais e suborbitais.  O anúncio ocorreu durante evento organizado pela Força Aérea Brasileira (FAB), na quarta-feira (28), na Base Aérea de Brasília.

O presidente da AEB, Carlos Moura, que participou da entrega de registro simbólico aos representantes das empresas selecionadas, juntamente com o chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, destacou a importância do momento para o Programa Espacial Brasileiro. “Após a ratificação do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas pelo Congresso Nacional, este é mais um grande passo histórico para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, com o objetivo de tornar o espaçoporto de Alcântara uma referência internacional, para lançamentos de vários países”, explicou.

Neste primeiro momento, três empresas americanas (Hyperion, Orion AST e Virgin Orbit) e uma canadense (C6 Launch) seguem para a fase de negociação contratual junto à Aeronáutica. O edital de chamamento público foi lançado em maio de 2020 pela Agência Espacial Brasileira e a FAB.  Um segundo chamamento público (clique aqui para acessar), referente à utilização de outra área dentro do CLA, está em andamento desde o último dia 16 de abril.

A solenidade contou com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, ministros, parlamentares e embaixadores. Em seu discurso, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, astronauta Marcos Pontes, destacou a importância do espaçoporto de Alcântara para o desenvolvimento do município maranhense, além das ações de governo voltadas à região, tais como a entrega de títulos de propriedade para comunidades que vivem próximas ao Centro de Lançamento e os avanços até aqui no setor espacial brasileiro. “Esse é um momento ímpar de alinhamento entre todos os setores para o desenvolvimento do nosso programa espacial. Muita coisa ainda vem aí. Nós lançamos, desde 2019, quatro satélites brasileiros e temos feito parcerias internacionais, como o programa Artemis, dos Estados Unidos”, declarou.

O comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Baptista Júnior, lembrou a trajetória do Programa Espacial Brasileiro e as novas tecnologias que atraem investidores para o setor espacial. “A miniaturização de satélites, a incorporação de soluções inovadoras, ampliação de serviços e presença cada vez mais marcante da iniciativa privada fazem o newspace se avizinhar como a nova fronteira da exploração do espaço. Observa-se, hoje, um crescente interesse pela atividade, que demonstra a confiança do investidor no futuro do setor, tão presente em soluções, em produtos e serviços para a vida cotidiana”, disse.

O evento também lembrou a importância da aprovação, pelo Congresso Nacional, do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) com os Estados Unidos. O AST autoriza que equipamentos contendo componentes americanos, o que significa cerca de 80% do mercado, sejam lançados do Brasil, uma vez que nosso país garante a proteção de suas tecnologias.

Centro Espacial de Alcântara

O Centro Espacial de Alcântara (CEA) é considerado a “janela brasileira para o espaço”. Para fins de exploração espacial, o Centro, composto pelas instalações em Alcântara (CLA) e em Natal (Centro de Lançamento da Barreira do Inferno – CLBI), tem condições de prover diversa gama de serviços, desde o suporte logístico, passando pela integração e testes de cargas úteis e dos veículos lançadores, até o lançamento e rastreio dos objetos espaciais propriamente dito. Diversos serviços associados garantem a segurança e a confiabilidade do lançamento, tais como previsão meteorológica, rastreio por radar e telemetria, registros e análise de dados, monitoramento do espectro eletromagnético, entre outros.

Em termos comparativos, a região de Alcântara possui características singulares, entre as quais: a localização privilegiada dos sítios disponíveis, a 2º18’ ao sul da Linha do Equador, e a proximidade do mar, o que possibilita lançamentos em amplo leque de órbitas, das polares às equatoriais, com livre evolução sobre áreas desabitadas; ambiente meteorológico e sísmico favorável; baixa densidade de tráfego aéreo; condições ideais para lançamentos de pronta resposta (responsive launches); suporte logístico de uma grande cidade nas proximidade, São Luís.

Sobre a AEB

A Agência Espacial Brasileira, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (SINDAE), é uma autarquia vinculada ao MCTI, responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira.

Desde a sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a Agência trabalha para viabilizar os esforços do Estado Brasileiro na promoção do bem-estar da sociedade, por meio do emprego soberano do setor espacial.

Coordenação de Comunicação Social – CCS

 

*Com informações do COMAER e do MCTI

Fonte: Angência Espacial Brasileira

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RedeTV! fecha parceria com a TV BRICS

RedeTV! e a rede internacional TV Brics estabeleceram nesta semana uma parceria estratégica para ampliar a distribuição de conteúdo jornalístico exclusivo produzido pelas duas empresas. Grupo de entretenimento informativo com sede em Moscou, a TV Brics integra veículos de comunicação dos cinco países pertencentes ao Brics – BrasilRússiaÍndiaChinaÁfrica do Sul.

Deste modo, o público da RedeTV! terá acesso aos conteúdos do grupo, notícias e imagens dos quatro Brics, além do Brasil. A TV Brics, por sua vez, poderá veicular em sua programação material jornalístico do Brasil, produzido pela RedeTV!.

Janna Tolstikova, vice-diretora geral da TV BRICS Projetos Internacionais, destaca o potencial do acordo entre as redes. “Para nós, a parceria da TV BRICS com a RedeTV! possui um caráter estratégico, pois sabemos que a RedeTV! é um dos maiores canais televisivos do Brasil. Falando sobre a zona de influência da emissora apontamos o alto nível de conteúdos de sua redação. Por sua vez, a TV BRICS possui ampla rede de parceiros nos países dos BRICS. Hoje são mais de 30 canais nacionais estatais, privados, agências de notícias e editorais”, afirma. A executiva completa: “Será uma alegria pra nós compartilhar os conteúdos exclusivos da RedeTV! com nossos parceiros internacionais do “quinteto”, ao passo que poderemos enviar os conteúdos nacionais da Rússia, Índia, China e África do Sul aos telespectadores da RedeTV!”.

Fonte: RedeTV Notícias

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Drones formam QR Code gigante para baixar jogo na China

Drones formam QR Code gigante para baixar jogo na China

Tem se tornado comum ver drones sendo utilizados para as mais diversas ações. Em muitos casos eles acabam sendo úteis em entregas, mas uma empresa chinesa chamada Bilibili decidiu recorrer a essa tecnologia para criar um show diferente em comemoração ao lançamento do game Princess Connect Re: Dive.

Para realizar essa ação, a companhia conhecida por seus trabalhos com animes e mangás decidiu utilizar 1.500 drones para formar um código QR gigante na cidade de Xangai. Enquanto eles estavam suspensos no ar, os pedestres podiam mirar seus celulares na imagem formada para baixar o game.

Antes da imagem se formar, os drones fizeram algumas coreografias que remetem ao game no ar, presenteando aqueles que estavam na rua um show noturno um tanto quanto diferente, como você pode conferir no vídeo que está na sequência:

Vale mencionar que, além de poder baixar o jogo, quem apontou o celular para as aeronaves não tripuladas também teve a chance de obter mais informações relacionadas ao título, que é um RPG lançado na Ásia no ano passado e no restante do mundo em 2021.

Curiosamente, a Bilibili já havia feito algo parecido no lançamento de Princess Connect Re: Dive (mas sem o uso de drones): na entrada do prédio em que a companhia está instalada, um código QR foi deixado sem nenhum tipo de pista ou indicação do que ele fazia, e quem o escaneava era enviado diretamente para a página de download do game.

Fonte: Tecmundo

 

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Segurança cibernética é agenda máxima de Estado, diz presidente da Anatel

A segurança cibernética é agenda prioritária de Estado no mundo todo e também é uma preocupação na instalação do 5G no Brasil, segundo o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Euler.

“Ninguém pode discordar que a segurança do espaço cibernético, bem como de proteção de dados pessoais, deve compor a agenda de prioridade máxima de um Estado soberano”, afirmou em entrevista à jornalista Roseann Kennedy, no Poder em Foco, que foi ao ar domingo (04.abr), no SBT.

Ele destacou que a temática da segurança cibernética precede o 5G, porque está envolvida com todos os avanços de conexão e acesso a dados. Mas, a tecnologia de quinta geração tem simbolizado essa discussão. Isso ocorre porque o nível de conectividade decorrente da chamada internet das coisas torna ainda mais crítica a segurança das redes, dos dispositivos e das aplicações.

“A gente não pode esquecer de aspectos como propriedade intelectual, segredos industriais e tantos outros. De uma fábrica totalmente automatizada, robotizada e processando seus dados na nuvem. Então, por óbvio que aspectos industriais estratégicos, dependerão também da robustez da segurança”, exemplificou.

Leonardo Euler disse que o debate é multissetorial, envolvendo diferentes instituições e jurisdições da administração pública. “Perpassa pelo menos por três vertentes: geopolítica, econômica e técnica. E é na vertente técnica que a Anatel fica restrita. Então, esse leilão não coloca normas sobre segurança cibernética”, ressaltou.

O leilão do 5G vai licitar as radiofrequências nas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Fazendo uma analogia, é como se fosse concedido o direito para usar os caminhos, as estradas por onde passará o 5G. “O edital traz uma norma abrangente, que contempla todos os prestadores de telecomunicações”, garantiu Leonardo.

Para levar o 5G por esses “caminhos”, no entanto, é preciso adquirir e instalar equipamentos. É aí que começa o imbróglio sobre o uso de tecnologia chinesa ou não, que muitas vezes cai num embate político. Basicamente três empresas disputam esse mercado: Huawei (China), Erickson (Suécia) e Nokia (Finlândia).

O edital não traz veto a nenhuma delas. Leonardo destaca que os instrumentos normativos de certificação e homologação de equipamentos pela agência, cada com a sua peculiaridade, precisam dizer respeito a uma política nacional e não se limitar apenas à questão do 5G.

Muitos não sabem, mas nas faixas atuais de 4G, por exemplo, existem equipamentos chineses. Se houver mudança nessa permissão de uso, em algum momento, eles também precisariam ser substituídos, gerando muito mais custos.

Fonte: SBT News

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Governo prorroga uso de multiprogamação nas emissoras de TV

O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União desta quinta-feira, 1º de abril, o Decreto 10.664/2021, que estende por mais 12 meses o uso de multiprogramação para todas as emissoras educativas e comerciais brasileiras. A medida havia sido tomada em abril do ano passado. O novo decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, segue o texto anterior, e mantém o direito temporário de transmitir, em multicanais, conteúdo destinado a atividades de educação, ciência, tecnologia, inovações e cidadania.

A multiprogramação é um recurso da TV digital que permite que um canal possa transmitir até quatro atrações diferentes de forma simultânea. Antes do decreto, apenas entidades públicas, como as TVs Câmara, Senado, Brasil e Justiça podiam usar o recurso.

Desde que foi editado, em abril de 2020, a novidade proporcionou ao telespectador uma variedade maior de programação, beneficiando uma população que, devido à pandemia de Covid-19, passou a ficar mais tempo em casa, trabalhando de forma remota e frequentando aulas virtuais.

Após solicitado, o recurso poderá ser usado pelas emissoras depois da celebração de um convênio. Ao fim do prazo estabelecido, os convênios para a multiprogramação serão rescindidos.

Migração

O decreto também reabre o prazo para que 96 emissoras de rádio AM peçam a adaptação de suas outorgas para passarem a operar em FM. O texto traz ainda a possibilidade de as transmissoras AM que operam em ondas médias (OM) em caráter local possam pedir o reenquadramento dos serviços para o caráter regional. Essas mudanças são necessárias pois a operação local será extinta em 31 de dezembro de 2023. O serviço de radiodifusão de caráter local destina-se a servir uma única localidade, que pode ser uma pequena cidade, vila ou povoado. No caso do caráter regional, as emissoras têm uma área de cobertura maior, com a finalidade de atender mais de um local e, por isso, tem uma potência maior e é capaz de cobrir maiores distâncias.

Fonte: Teletime

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American Tower e Infinera completam testes avançados com DWDM

A operadora de infraestrutura American Tower e a fornecedora de equipamentos Infinera anunciaram a conclusão bem-sucedida de uma transmissão óptica coerente ponto-multiponto em rede na América Latina.

A experimentação ocorreu a partir de rede de fibra óptica da operadora em área metropolitana da Colômbia. O teste teria demonstrado a compatibilidade da solução da Infinera (batizada XR Optics) com o tráfego existente na infraestrutura óptica passiva da American Tower.

Ao contrário da tecnologia ponto-a-ponto, a tecnologia desenvolvida pela fornecedora permite que um único transceptor de alta velocidade envie e receba fluxos de dados independentes para vários pontos a partir da agregação de subportadoras. Ao simplificar a arquitetura de redes, a opção deve habilitar redes mais escaláveis e menores custos operacionais e de investimento para operadoras.

Futuro

A American Tower entende que o sucesso nos testes “abre caminho” para uma abordagem mais econômica no lançamento de infraestrutura que suportará o 5G e o edge computing.

“O sucesso [da solução é] o ápice de uma ideia que nasceu há dois anos, quando compartilhamos nosso percurso com a Infinera para testar tecnologias DWDM avançadas nas redes PON”, afirmou o CTO da American Tower para América Latina, Europa, Orienta Média e África, Paul Choiseul.

“Esta tecnologia nos permitirá fornecer soluções de alta capacidade e latência ultrabaixa em nossas redes PON existentes que atenderão os requisitos de data centers edge e do 5G”, apostou o executivo. No Brasil, a operadora de infraestrutura possui rede neutra de fibra óptica em Minas Gerais, além de presença consolidada no mercado de torres.

Fonte: Teletime

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Novo cabo liga América do Sul aos EUA

A Telxius, que pertence a Telefónica, e a Claro anunciaram hoje, 12, a entrega de um cabo submarino países da América do Sul aos Estados Unidos através do Oceano Pacífico. O Cabo Submarino do Sul do Pacífico (SPSC), também chamado de Mistral (nome comercial usado pela Telxius) passa por Guatemala, Equador, Peru e Chile.
São, aproximadamente, 7.300 km de extensão, com capacidade de transmissão de 72 Tbps. A expectativa é de que o cabo passe a funcionar comercialmente na metade do ano.

CABOS DO GRUPO TELEFÓNICA À VENDA
Recentemente, a Telxius finalizou outra rede de fibra óptica submarina, que ligou o Brasil aos Estados Unidos. Com ele, a empresa alcançou velocidades recordes de 550 Gbps em um único canal de comprimento de onda através de seu cabo BRUSA.
A empresa de cabos está trabalhando com conselheiros para atrair possíveis compradores. A Telefónica esperava angariar US$ 2,4 bilhões com a venda total da empresa, segundo notícias do ano passado. No entanto, os planos mudaram. Conforme a Bloomberg, a Telxius agora quer reunir os ativos na unidade Telefónica Infra e realizar a venda parcial do controle da empresa. A Telefónica Infra, por sua vez, será dona de 25% da Fibrasil, empresa de rede aberta que terá como acionistas a Telefônica Brasil, com 25%, e o fundo canadense CDPQ, com 50%. (Com agências internacionais).

2. GT de Open RAN da Anatel reunirá academia, fornecedores e teles – 15/03/21- Teletime, Mobile Time
A Anatel está dando os primeiros passos para a criação do grupo de trabalho (GT) que avaliará o modelo Open RAN no Brasil. Reunindo operadoras, vendors e academia, a iniciativa deve verificar aspectos tecnológicos, econômicos e regulatórios relacionados às redes de acesso abertas e com múltiplos fornecedores.
A criação do GT segue recomendação do conselheiro da Anatel, Carlos Baigorri, em relatório que formatou o edital de 5G. O trabalho será coordenado pela Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação (SOR) da agência, tem um prazo de 24 meses e pode culminar em eventual inclusão do Open RAN na agenda regulatória do setor no País.
No momento, a Anatel está acompanhando os testes e iniciativas do modelo junto aos primeiros interessados e permitindo o uso temporário de espectro em fins científicos e experimentais. Entre os testes já mapeados pela agência estão os realizados por CPQD, Unicamp, Algar e TIM.

Vendors alternativos como Mavenir, Comba, Fujitsu, Dell, Radisys, KWI e MTI também estariam se movimentando em torno da pauta. Além deles, os fornecedores tradicionais de infraestrutura (como Nokia, Ericsson, Huawei, Qualcomm, NEC, Samsung e Motorola) também acompanham o assunto de perto.

Incentivos
A tendência é que, após essa primeira sondagem, a Anatel formalize em breve os convites para integrantes do novo GT. Segundo o superintendente de Outorga e Recursos à Prestação, Vinicius Caram, um dos principais objetivos da agência é verificar os benefícios da tecnologia e definir eventuais incentivos para o padrão aberto.
“Temos que ver se o movimento emplaca. Há desafios que são grandes obstáculos: a interoperabilidade, a questão de direitos proprietários e também a da segurança, que é mandatória. Não adianta permitir RAN aberto e mais barato, mas que tenha brechas”, afirmou Caram, em entrevista ao TELETIME. Outro passo será verificar se o regramento atual da agência coíbe de alguma forma a adoção do padrão.
Liderança
No caso de viabilidade comprovada da solução desagregada, a Anatel vai avaliar se cabem medidas de flexibilização regulatória para promover a agenda; experiências internacionais na área serão observadas e utilizadas como subsídio. Outra possibilidade é que os incentivos habilitem o desenvolvimento e a fabricação nacionais de elementos do Open RAN, procurando dar ao Brasil um papel de liderança regional no tema.

Na RAN tradicional, as redes de acesso utilizam tecnologia integrada, com rádios, hardware e software fornecidos por único fornecedor em solução proprietária fechada. Na Open RAN, padrões e especificações técnicas devem permitir interfaces abertas e em nuvem que possibilitem a combinação de componentes de diferentes fornecedores.

Fonte: Telesíntese