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Cabo submarino ligará América do Sul, Oceania e Ásia

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Alberto Fernandéz, presidente da Argentina, assinou com Sebastian Piñera, presidente do Chile, um acordo para a construção de um cabo submarino Transpacífico. “Este acordo nos permitirá fazer conjuntamente a construção de um cabo óptico submarino que ligará Chile, Argentina e América do Sul a Austrália, Nova Zelândia e Ásia”, disse Piñera em entrevista coletiva.

Chamado de “Puerta Digital Asia Sudamérica”, o cabo de fibra óptica sairá de Valparaíso, uma cidade da costa chilena, e seu projeto será conduzido pela Arsat, estatal argentina de telecomunicações.

Sebastian Piñera explicou que o objetivo é ampliar a capacidade dos países de se incorporarem plenamente à sociedade digital global. O governo argentino destacou em nota que o intuito é dar acesso digital aos países sul-americanos, tendo o Brasil como principal mercado, e a países da Ásia-Pacífico sem precisar passar pelos Estados Unidos ou pela Europa.

O valor do aporte financeiro de Chile e Argentina no projeto ainda não foi divulgado.

Cabo ligará Brasil e Europa

No dia 14 de dezembro de 2020, um cabo submarino de fibra óptica foi ancorado na Praia do Futuro, em Fortaleza. Ele ligará a cidade cearense a Sines, em Portugal, e permitirá o tráfego de dados de 72 terabits por segundo e latência de 60 milissegundos.

O projeto tem expectativa de conclusão para meados de 2021. Segundo o Ministério das Comunicações, o cabo ainda se estenderá para pontos no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de conexões na África e em outros países europeus, ilhas do Atlântico e Guiana Francesa.

A ancoragem do cabo aconteceu nesta segunda-feira (14), na Praia do Futuro, e o projeto tem expectativa de conclusão para meados de 2021. Segundo o Ministério das Comunicações, o cabo ainda se estenderá para pontos no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de conexões na África e em outros países europeus, ilhas do Atlântico e Guiana Francesa.

Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, a capacidade de transmissão de dados será 7 mil vezes maior que a atual: “a iniciativa vai nos preparar para receber o 5G”. Imagem: Cléverson Oliveira/MC

“Temos hoje um cabo que já faz essa conexão, mas de voz, entre Brasil e Europa, que passa pelos Estados Unidos, mas que já tem mais de 20 anos. A vida útil de um cabo de fibra óptica que faz esse tipo de tráfego, ele tem uma durabilidade em torno de 25 anos”, explica o ministro das Comunicações, Fábio Faria.

A instalação do cabo submarino será feita por uma empresa privada, a Ellalink, e custará R$ 1 bilhão. O cabo tem 6 mil quilômetros de extensão, podendo chegar a 5 quilômetros de profundidade em alguns locais. Atualmente, a comunicação entre Brasil e Europa passa antes pelos Estados Unidos, o que dobra o caminho percorrido: 12 mil quilômetros.

“O Brasil é um dos países que mais produz dados no mundo, e com o 5G nós teremos um aumento ainda maior. Então, nós precisamos de escoamento”, completa Faria.

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Entenda a importância dos cabos submarinos

É bastante provável que você já tenha ouvido falar de cabos submarinos. Eles são usados em trechos de mar para ligar estações terrestres e, assim, transmitir sinais de telecomunicações por longas distâncias. Para isso, são instalados no assoalho oceânico.

Esses cabos recebem proteção mecânica adicional para que sejam instalados sob a água: normalmente, têm interior de aço e isolamento especial. Eles podem ser metálicos, coaxiais ou ópticos — os mais utilizados atualmente.

Fonte: Olhar Digital

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AJIT PAI DEIXA A PRESIDÊNCIA DA FCC, SEM SUBSTITUTO

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Ajit Pai, ex-presidente da FCC

Durante sua gestão, Ajit Pai reviu a neutralidade das redes, atacou fornecedores chineses e realizou um leilão de espectro 5G recorde. Com sua saída, Biden irá escolher um democrata para o cargo.

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FCC bate recorde com leilão de espectro de chave para uso 5G

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Durante 2021, as operadoras dos EUA darão outro grande passo para concluir a construção de suas redes 5G. De acordo com a TVTechnology, a FCC encerrou no início deste mês um leilão de espectro de banda média na banda C. Essas ondas de rádio estão na faixa de 3,7 GHz a 3,98 GHz e a forte demanda pelo raro espectro de banda média ajudou a gerar um recorde de $ 80,9 bilhões em receitas relacionadas ao leilão. Havia 57 licitantes disputando um total de 5.684 licenças. O espectro de banda média é muito procurado pelas operadoras dos EUA e a T-Mobile fez dessas ondas aéreas a parte principal de sua abordagem de bolo de camadas para 5G. O recorde anterior de dinheiro gerado por um leilão da FCC para espectro foi de US $ 44,9 bilhões gerados pelo leilão AWS-3 da FCC de 2014.

Agora, os licitantes devem atravessar uma fase de atribuição das frequências, para a qual a FCC ainda publicará regras. O nome dos vencedores de cada lote não foi divulgado, mas os valores arrecadados superaram por muito as projeções realizadas antes do certame.

Com informações de Phone Arena e Teletime

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Universidade de Stanford: Pesquisadores desenvolvem carregador sem fio para VEs

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Pesquisadores da Universidade de Stanford desenvolveram um carregador sem fio para veículos elétricos, que também pode alimentar drones e robôs. Apresentada na última edição da revista Nature Eletronics, a tecnologia pode, futuramente, permitir que os veículos recebam energia em movimento. O protótipo gerou resultados muito satisfatórios, na avaliação dos cientistas. A transmissão de energia sem fio para veículos elétricos levou apenas alguns milissegundos. A tecnologia conseguiu transferir 10 watts de eletricidade em um espaço de um metro, mas os pesquisadores destacam que a distância e a quantidade de energia vão aumentar com o aprimoramento do sistema.

Com informações de Correio Braziliense

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5º programa anual IoT Breakthrough Awards

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IoT Breakthrough, uma organização líder de inteligência de mercado que reconhece as principais empresas, tecnologias e produtos no mercado global de Internet das Coisas (IoT), anunciou hoje os vencedores do 5º programa de premiação anual da organização, apresentando tecnologias e empresas que impulsionam a inovação e exemplificam o que há de melhor em soluções de tecnologia IoT em todo o mundo.

A missão do programa IoT Breakthrough Awards é reconhecer os inovadores, líderes e visionários de todo o mundo em uma variedade de categorias de IoT, incluindo IoT industrial e empresarial, tecnologia de cidade inteligente, casa conectada e automação residencial, carro conectado e muito mais . O programa deste ano atraiu mais de 3.850 indicações de empresas de todo o mundo.

“A era das tecnologias conectadas e da Internet das Coisas chegou oficialmente, com as organizações percebendo que investir em tecnologias conectadas não é mais um luxo, mas uma necessidade para a continuidade, crescimento e sucesso dos negócios”, disse James Johnson, diretor administrativo da IoT Breakthrough. “A IoT está perturbando tanto o mercado consumidor, incluindo varejo, saúde e tecnologia doméstica conectada, quanto o setor industrial, incluindo transporte, água, petróleo e gás, agricultura, manufatura e muito mais – e estamos absolutamente entusiasmados em reconhecer o avanço Inovadores da indústria de IoT em nosso 5º programa de prêmios anual. “

Todas as indicações ao prêmio foram avaliadas por um painel independente de especialistas na indústria de IoT, com os produtos e empresas vencedores selecionados com base em uma variedade de critérios, incluindo os produtos e serviços mais inovadores e tecnologicamente avançados.

Os vencedores do 2021 IoT Breakthrough Award incluem:

Liderança IoT

CEO da empresa IoT do ano: CEO Enlighted, Stefan Schwab
Ferramenta de desenvolvimento de IoT do ano: SmartBear
Fornecedor global de inovação de IoT do ano: Clovity
Empresa geral de IoT do ano: EcoEnergy Insights, uma empresa transportadora

Casa Conectada

Empresa de casa conectada do ano: Nível
Empresa de aparelhos inteligentes do ano: GE Appliances
Produto doméstico conectado do ano: Ezlo Innovation, Ezlo Water Shut-Off Valve
Inovação do ano em casa conectada: Lenovo Smart Clock Essential
Empresa de alto-falantes de casa conectada do ano: Sonos
Produto Smart Lock do ano: Allegion, Gainsborough Freestyle ™ Electronic Trilock
Produto de aparelho inteligente do ano: IOTLabs e IQSTEL, Smartgas
Produto de segurança doméstica do ano: Mighton Products, Avia Sash Window Fastener
Termostato inteligente do ano: Mysa
Empresa de iluminação doméstica conectada do ano: brilhante
Produto do ano: Vivint Smart Home, Vivint Doorbell Camera Pro
Solução de detecção de vazamento do ano: Electro Scan Inc., Multi-Sensor IoT Probe

Empreendedorismo IoT

Prêmio de Inovação IoT – Solução Corporativa do Ano: Zebra Technologies, Zebra MotionWorks® Proximity
Prêmio Enterprise IoT Management Innovation: Tata Consultancy Services, IUX for Workplace Resilience
Plataforma de desenvolvimento de aplicativos IoT Enterprise do ano: Avigna AI
Empresa de software empresarial IoT do ano: Telstra
Empresa de segurança IoT do ano: Armis
Plataforma de segurança IoT do ano: Lynx Software Technologies, LynxSecure
Produto de segurança IoT do ano: DigiCert
Plataforma IoT Analytics do ano: Emerson, Plantweb ™ Optics Analytics
Prêmio de inovação IoT Analytics: Cubic Telecom, Cubic Insights
Produto IoT Edge do ano: Lenovo ThinkCentre M90n Nano
Plataforma Enterprise IoT geral do ano: plataforma de monetização Revenera IoT

M2M

Provedor de serviço celular M2M do ano: EMnify
Produto do ano M2M: OptConnect mylo
M2M Embedded Hardware Company of the Year: Sierra Wireless
Solução inovadora do ano M2M: Ferramenta de validação de dispositivos KORE eSIM
Empresa de equipamentos de rede M2M do ano: Cisco IoT

Componente IoT

Produto de semicondutor IoT do ano: Elemento seguro integrado Thales Connected
Empresa de semicondutores IoT do ano: Ambiq Micro
Solução de semicondutores IoT do ano: modem Qualcomm® 9205 LTE
Empresa de sensores IoT do ano: Inpixon

Industrial

Empresa industrial de IoT do ano: Rockwell Automation
Inovador industrial de IoT do ano: Everactive
Inovação industrial de IoT do ano: Omnio
Solução de agricultura inteligente do ano: Taoglas
Solução de construção inteligente do ano: Akenza, Akenza Core
Empresa de manufatura inteligente do ano: Körber Digital
Inovação em segurança pública do ano: Inovação em segurança pública do ano: Itron, Inc. – Solução de gerenciamento de águas residuais
Provedor geral de soluções Smart City do ano: Trinity Mobility
Inovação de cidade inteligente do ano: Kloudspot
Implantação Smart City do ano: Teletrac Navman

Consumidor IoT

Plataforma IoT geral do ano: Plataforma IoT do ano: Vodafone Smart Tech, projetado e conectado pela Vodafone
Dispositivo Wearable IoT do ano: Coolpad Tracker 2
Relógio inteligente do ano: Apple Watch

Parceiro IoT e ecossistema

Empresa de capacitação de parceiros IoT do ano: Muito
Ecossistema de parceiro IoT do ano: Johnson Controls

Carro conectado

Plataforma de carros conectados do ano: Sibros, plataforma de conectividade profunda
Carro Conectado – Solução de Seguro do Ano: Sentiance
Inovação do ano em carros conectados: HARMAN, uma empresa Samsung – HARMAN EV Plus +

Saúde e bem estar

Produto do ano para saúde e bem-estar IoT: Aloe Care Health
Empresa de Saúde e Bem-Estar IoT do ano: CenTrak
Saúde e bem-estar IoT – Rastreador de condicionamento físico do ano: Fitbit Inspire 2

Sobre o IoT Breakthrough
Parte da Tech Breakthrough, uma plataforma de reconhecimento e inteligência de mercado líder para inovação e liderança em tecnologia global, o programa IoT Breakthrough Awards é dedicado a homenagear a excelência em tecnologias, serviços, empresas e produtos de Internet das Coisas. O programa IoT Breakthrough Awards oferece um fórum para reconhecimento público sobre as realizações de empresas e produtos de IoT em categorias que incluem Connected Home and Home Automation, Connected Car, Industrial IoT (IIoT) e Smart City, Consumer IoT e muito mais. Para obter mais informações, visite IoTBreakthrough.com.

Fonte: IoT Breakthrough

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Brasil e Japão assinam memorando de cooperação para tecnologias em nióbio e grafeno

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Brasil e Japão celebraram nesta sexta-feira (8/1), no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF), Memorando de Cooperação no campo de tecnologias relacionadas à produção e ao uso de nióbio e grafeno.

O instrumento permitirá o intercâmbio de informações para experimentos e protótipos e exploração de aplicações de nióbio ou grafeno que possam agregar valor aos produtos e cadeia de produção.

O instrumento também prevê a troca de experiências e parcerias com o envolvimento do setor privado em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, poderá abordar tecnologias, experiências, boas práticas e programas de proteção ambiental de sustentabilidade aplicáveis à exploração, mineração; tecnologias de reciclagem relacionadas ao nióbio ou grafeno e tecnologias de recuperação de substâncias metálicas advindas de resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos.

 Assinaram o instrumento pelos governos brasileiro e japonês o Ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Toshmitsu Motegi. O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi representado pelo Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Alexandre Vidigal de Oliveira.

A assinatura do memorando de entendimento evidencia o caráter estratégico das relações dos dois países e a firme disposição de ambos os governos de possibilitar, no futuro, potenciais projetos conjuntos em inovações tecnológicas relacionadas ao nióbio e grafeno.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Governo Federal

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Conheça as regras dos serviços de telecomunicações em situações de emergência

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Regulamento trata das condições de uso dos serviços em situações de desastre, emergência ou calamidade pública

Entrou em vigor segunda-feira (4/1) o Regulamento sobre o Uso de Serviços de Telecomunicações em Desastres, Situações de Emergência e Estado de Calamidade Pública. Aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por meio da Resolução nº 739/2020, o normativo reúne regras – aplicáveis a todas as prestadoras de serviços de telecomunicações de interesse coletivo, ressalvadas as de Pequeno Porte – para o uso de serviços de telecomunicações nessas situações atípicas mediante o estabelecimento de medidas de preparação e de resposta.

Mediante ato do Conselho Diretor, prestadoras de serviço de telecomunicações – mesmo que de pequeno porte ou exploradoras de serviço de interesse restrito – e empresas detentoras de outorga de direito de exploração de satélite para transporte de sinais de telecomunicações poderão ser incluídas ou dispensadas, total ou parcialmente, definitiva ou temporariamente, da incidência das disposições regulamentares, a depender de sua relevância na infraestrutura dos serviços de telecomunicações brasileiros.

Conforme decisão do Conselho Diretor da Anatel, o antigo Regulamento sobre Gestão de Risco das Redes de Telecomunicações e Uso de Serviços de Telecomunicações em Desastres, Situações de Emergência e Estado de Calamidade Pública, aprovado por meio da Resolução nº 656/2015, foi dividido em dois: um relativo à gestão de riscos de infraestruturas críticas de telecomunicações e outro – objeto da Resolução nº 739/2020 – referente ao uso de serviços de telecomunicações em desastres, situações de emergência e estado de calamidade pública.

Essa mudança é resultado do entendimento sobre a importância de se tratar da proteção cibernética das infraestruturas críticas de diversos setores da sociedade, inclusive o de telecomunicações, uma vez que as ameaças cibernéticas (invasões hacker mal intencionadas, ataques ransomware motivados por resgastes financeiros e espionagem industrial, por exemplo) possuem danos potenciais similares às tradicionais ameaças físicas (incêndios, segurança patrimonial, etc).

Como resultado das regras estabelecidas pela Agência desde 2015, vale lembrar, diversas ações já foram adotadas pelas prestadoras de serviços de telecomunicações em resposta a situações excepcionais, como ocorreu no rompimento da barragem de Brumadinho, na onda de ataques no Estado do Ceará e, mais recentemente, na crise energética do Amapá.

As prestadoras abrangidas pelo Regulamento deverão elaborar e manter Plano de Contingência para as áreas de risco de desastres mapeadas, devendo colocá-lo em prática na ocorrência do desastre. O Plano de Contingência, cabe registrar, é parte integrante do Plano de Restabelecimento de Serviços e deve ser submetido a testes ou simulações para avaliação dos sistemas de controle de riscos.

Frente a uma situação de emergência ou estado de calamidade pública, as prestadoras devem, nas áreas afetadas e enquanto perdurar o evento:

  • adotar as ações necessárias para garantir a disponibilidade de comunicação entre suas redes e os órgãos de Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, polícias Militar e Civil, serviço público de remoção de doentes (ambulância) e serviço público de resgates a vítimas de sinistros;
  • tomar providências cabíveis para o pronto restabelecimento, em caso de interrupção, e à continuidade dos serviços nas áreas afetadas, inclusive por meio de otimização e reforço da rede com sistemas temporários e móveis, se necessário; e
  • compartilhar infraestruturas e viabilizar o acesso de usuários de outras prestadoras em sua rede na localidade afetada pelo evento.

De acordo com o regulamento que entrou em vigor nesta segunda-feira, permanecem vigentes as regras relativas ao envio de comunicações de emergência pelas prestadoras de telefonia móvel e de TV por Assinatura, conforme informações disponíveis no portal da Anatel. Desde 2019, quando teve início o processo de envio de notificações de desastres, já foram encaminhados 40,2 mil alertas por SMS e outros 1,7 mil avisos pela TV, conforme consta do painel de dados sobre o assunto.

Fonte: ANATEL

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Iniciativa de fôlego no registro da memoria nacional – Coleções Pensadores do Brasil

SENHORES… Observem com atenção, meus caros amigos, o sorriso de satisfação desse homem vestido de branco. Eduardo Villas Bôas, este é seu nome, desde Cadete vinha conversando com um punhado de colegas sobre a construção de um projeto estratégico de Nação. Não sabiam na ocasião exatamente como, é óbvio, mas havia esse desejo coletivo, ainda que difuso.

Generais Villas Bôas e Marco Aurélio

Nesta segunda-feira 21, quase 50 anos depois, o General Villas Bôas lança em Brasília um dos maiores e mais ousados empreendimentos editoriais da nossa história — as Coleções Pensadores do Brasil, que têm por objetivo a pesquisa, publicação e difusão das 200 obras mais representativas produzidas nos últimos 200 anos, como parte das celebrações pelo Bicentenário da Independência.

A meta é a edição de 20 coleções integradas de obras-referência, com temáticas seminais distintas que buscam compreender, por meio de seus melhores intérpretes, a formação da Nação e do Povo Brasileiro, fortalecer a identidade nacional, a democracia representativa e, sobretudo, fundamentar um projeto estratégico de desenvolvimento social e econômico.

O projeto é inspirado em dois empreendimentos editoriais históricos relevantes. O primeiro é a Coleção Brasiliana, da Companhia Editora Nacional, de Monteiro Lobato, que lançou 415 obras sobre o Brasil a partir da década de 1930. Outro, a Coleção Humanidades, da Editora Universidade de Brasília, que na década de 1980 publicou mais de 300 obras referência sobre Filosofia e Política, assim como alguns dos melhores autores brasileiros contemporâneos nos campos das Ciências Humanas.

Seria este um projeto de cunho político? Sim, obviamente. Pois tal qual o Tenentismo e o Movimento Antropofágico da Semana de Arte Moderna, ambos deflagrados em 1922, ano do Centenário da Independência, as Coleções Pensadores do Brasil partem do princípio de que existe uma nação que precisa ser compreendida, uma Cultura Nacional que precisa ser desvelada e um povo cujos corações precisam ser reconquistados.

Seria um projeto com coloração ideológica? Longe disso, pois pretende redescobrir Golbery mas também Darcy, Gilberto Freyre e Cândido Rondon, Celso Furtado e Roberto Campos, cada qual em seu próprio tempo. Mas se apresenta como um projeto essencialmente nacionalista, posto que tem por objetivo pesquisar, editar e difundir os fundamentos clássicos da Nação por meio de seus principais intérpretes.

As coleções fazem parte de um todo maior, um Projeto Estratégico de Nação, que Villas Bôas está preparando no instituto que fundou e batizou com seu nome. VB, como os amigos o tratam, teve a sabedoria de arregimentar um grupo de militares estudiosos do pensamento estratégico, todos generais, e ajuntá-los a intelectuais reconhecidos pela Academia, todos professores-doutores.

Entre os militares, seu antigo comandante e mestre que o iniciou nas artes da estratégia e da geopolítica, o General Alberto Mendes Cardoso, que foi ministro da Casa Militar (depois GSI) de Fernando Henrique, por oito anos; e o General Marco Aurélio Vieira, seu contemporâneo que, desde Cadete, também vinha pensando em um projeto de nação fundamentado na Educação e na Cultura, hoje como presidente do Instituto e comandante desse empreendimento.

Entre os intelectuais, os professores Ronaldo Poletti, presidente do Instituto Histórico e Geográfico do DF, e o embaixador Carlos Henrique Cardim, que na década de 1980 foi o idealizador e editor da Coleção Humanidades, da UnB. Ainda no grupo, professores com viés de executivos, como Antônio Flavio Testa e Marcos Vinícius Rodrigues, da FGV. Intelectuais, militares e civis unidos em torno de um nobre objetivo. A meta é publicar uma média de três livros por semana, a partir de fevereiro de 2021.

Por Gen Marco Aurélio

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Anatel aprova consulta pública sobre Wi-Fi 6

Wi-Fi está presente em 80% dos domicílios que possuem banda larga no Brasil

Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), aprovou na última quinta-feira, dia 10/12, a realização de consulta pública sobre os requisitos técnicos para o Wi-Fi 6. A proposta, que receberá contribuições por 45 dias, trata do uso da faixa de 5.925 MHz a 7.125 MHz por equipamentos de radiocomunicações de radiação restrita. Após a consulta pública, a área técnica avaliará as contribuições e submeterá a proposta ao Conselho Diretor.

O relator da matéria, conselheiro Emmanoel Campelo, explicou que em 2019 o Wi-Fi estava presente em 80% dos domicílios brasileiros que contavam com banda larga. Segundo o conselheiro, , estima-se que o 5G demandará 71% de offload da rede móvel no mundo em 2022. Em sua apresentação, Campelo destacou que em 2023 projeta-se no Brasil 755,1 milhões de dispositivos conectados – quase 50% a mais que em 2018. No mesmo período, o aumento do número de hotspots Wi-Fi deverá ser de aproximadamente  500%.

O conselheiro traçou um panorama mundial da questão. De acordo com ele, diversos países já realizaram estudos de convivência e iniciaram regulamentações para o desenvolvimento do Wi-Fi 6: os Estados Unidos  aprovaram as condições em março deste ano, seguido posteriormente pelo Chile; Canadá, México, Costa Rica e Colômbia também já realizaram consultas públicas ou apresentaram versões preliminares, todas apontando para o uso de toda a faixa de 1.200 MHz, diversamente da tendência europeia de uso de 500 MHz. No Brasil, a Anatel publicou neste ano a Resolução nº 726/2020, por meio da qual liberou a faixa de 5.925 MHz a 7.125 MHz para uso por equipamentos de radiação restrita.

Campelo apontou que se percebe um claro direcionamento para o uso não licenciado de toda a faixa, impulsionado também pela possibilidade de uso futuro para o “5G não licenciado”. A proposta da área técnica da Anatel, esclareceu, é seguir a tendência dos países americanos. Para ele, “o Wi-Fi 6 e as correspondentes iniciativas regulamentares da Agência constituem um marco para as telecomunicações e para o desenvolvimento da banda larga no Brasil”.

O relator reforçou, ainda, a importância do Wi-Fi. “Metade do tráfego é por offload da rede móvel, e o Wi-Fi terá um papel significativo em um futuro breve. O 5G proporcionará 40 vezes maior velocidade, chegando a 600 megabites por segundo, então o 5G intensificará a necessidade de redes locais sem fio”, concluiu.

Fonte: ANATEL