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Anatel participa de painel sobre Inteligência Artificial

antatel Inteligencia Artificial

O

conselheiro diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Alexandre Freire apresentou benefícios da implantação de sistemas baseados na Inteligência Artificial (IA) no Supremo Tribunal Federal (STF) que, entre os 24 mil processos em trâmite, permite identificar e agrupar temas ou recursos similares, o que facilita o direcionamento de esforços do Tribunal às questões de maior impacto social. Outro avanço, segundo ele, foi a identificação de temas repetitivos em relação a julgados. A apresentação aconteceu nesta quinta-feira (5/10) no Futurecom, o principal evento de telecomunicações do País, realizado na cidade de São Paulo.

As discussões no STF para a modelagem dos algoritmos a serem usados nos sistemas de IA, com tratamento de questões relativas à segurança e vieses que poderiam gerar resultados indesejados também foram citadas por Freire. O conselheiro da Anatel foi assessor de ministros do Supremo entre 2014 e 2019. Os projetos em relação à IA no Tribunal foram iniciados na gestão de Cármen Lúcia e aperfeiçoados nas gestões de Dias Toffoli, Luiz Fux e Rosa Weber.

O superintendente executivo da Anatel, Abraão Balbino, considera que, apesar dos benefícios e das discussões sobre os riscos da IA, ainda não é o momento de uma legislação ou regramento. Abraão coordenou o Grupo de Trabalho da União Internacional de Telecomunicações (UIT) cujas atividades resultaram na Resolução 214, que em 2022 incluiu as tecnologias relacionadas à IA nas atividades da organização, e na criação do AI Repository, um espaço colaborativo e aberto com informações de projetos relacionados à tecnologia.

Abraão também mencionou o Grupo de Trabalho de Inteligência Artificial, criado por iniciativa do conselheiro Freire, que busca promover e monitorar o uso de IA nos sistemas da Anatel e ampliar a competência do órgão regulador de telecomunicações no tema. Segundo ele, “o sistema digital está em evolução e precisa de uma análise muito bem estruturada”. Sobre a regulação da IA, afirmou que a “deve ser feita com base em evidências”. Para ele, a legislação ou regramento não deve travar ganhos de produtividade e competência oriundos da tecnologia.

Freire e Abraão participaram do painel “Muito além da ficção científica: os usos éticos da IA, os impactos da IA generativa, a evolução dos debates em torno do Marco Regulatório e as aplicações disruptivas para a sociedade”.

Anatel no Futurecom 2023

Nesta quinta-feira (5/10), Balbino também participou do Painel “Usos de frequência do 5G, os novos entrantes, as decisões (e desdobramentos) em torno dos 700MHz”; o superintendente de Fiscalização da Anatel, Hermano Tercius, participou do painel “Segurança pública e a proteção de dados do cidadão”; a gerente de Interações Institucionais, Satisfação e Educação para o Consumo, Isadora Firmino, participou do “Como a conectividade pode transformar a vida do cidadão e impactar na economia e melhorar as questões socioambientais”; e o gerente de Universalização e Ampliação do Acesso, Eduardo Jacomassi, participou do “Educação e conectividade – implementação da ferramenta considerada a mais completa, abrangente e complexa de aprendizado do mundo”.

A Anatel também está presente no Futurecom 2023 em estande compartilhado com a União Internacional de Telecomunicações (UIT) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Uma equipe da Anatel está à disposição para esclarecer dúvidas sobre as atribuições da Agência, especialmente em relação à certificação de produtos de telecomunicações.

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ABTELECOM Recebe Diploma em Comemoração aos 20 Anos do Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro

ALERJ

A ABTELECOM tem a honra de receber o Diploma em Comemoração aos 20 anos do Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro – Jornalista Roberto Marinho, concedido pela Alerj. Este reconhecimento destaca nosso compromisso com o desenvolvimento do estado, enaltecendo a contribuição de instituições que promovem o crescimento econômico, a inovação e a qualidade de vida da população fluminense. É um privilégio fazer parte desse grupo e continuar a moldar o futuro do Rio de Janeiro.

A ABTELECOM tem a honra de receber o Diploma em Comemoração aos 20 anos do Fórum de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro - Jornalista Roberto Marinho, concedido pela Alerj. Este reconhecimento destaca nosso compromisso com o desenvolvimento do estado, enaltecendo a contribuição de instituições que promovem o crescimento econômico, a inovação e a qualidade de vida da população fluminense. É um privilégio fazer parte desse grupo e continuar a moldar o futuro do Rio de Janeiro.

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Embratel lança IA para segurança e monitoramento de ambientes

A Embratel anunciou uma solução baseada em inteligência artificial (IA) capaz de realizar o monitoramento da segurança de espaços. Apelidado de Embratel Smart View, o lançamento é indicado para ambientes como lojas, fábricas, bancos, condomínios e empresas de setores variados.

De acordo com a companhia, a tecnologia é capaz de identificar, de forma precisa e em tempo real, situações de risco, baseado em padrões e ações de comportamentos observados a partir de imagens de câmeras de segurança.

Em agências bancárias, por exemplo, o objetivo é emitir alertas para equipes de segurança durante possíveis ocorrências de roubo. Para a análise comportamental nos locais monitorados, a solução autônoma de IA da Embratel também usa deep learning, reinforced learning, machine learning e natural language processing. O processo ocorre de forma automática e não há necessidade de configuração prévia ou integração com outras bases de dados, segundo a empresa.

“A solução Embratel Smart View destaca-se por ter condições de detectar situações de risco com inteligência e rapidez, sendo perfeita para monitoramento de grandes locais e, também, de ambientes como fábricas, bancos, galpões de mercadoria, casas lotéricas, condomínios, ruas e lojas de todos os tipos”, disse Mário Rachid, diretor-executivo de soluções digitais da Embratel.

A promessa, segundo o executivo, é de instalação facilitada e integração a diferentes modelos e marcas de câmera – sejam elas de alta resolução ou não. Isso significa que as empresas podem aproveitar os dispositivos já instalados, sem a necessidade de aquisição de modelos novos específicos.

Funcionamento

Uma câmera do ambiente do cliente, que possui integração com o Smart View, capta imagens e envia as informações ao programa. Os dados serão analisados em tempo real, e exibidos numa interface web ou móvel. Por ser um sistema que atua com técnicas de auto aprendizado, a Embratel explicou que ele aperfeiçoa o acompanhamento de técnicos, direcionando com eficiência o foco e atenção dos operadores.

A Embratel deu como exemplo a aplicação do Smart View num centro logístico. Nesse caso, a tecnologia evitaria roubos. Há ainda a possibilidade de implementar a ferramenta em cabines de meios de transporte de cargas, como caminhões e trens, para evitar acidentes. Outro ponto mencionado pela companhia foi a utilização do mecanismo para identificar sinais de condutores que estejam imóveis, avisando coordenadores sobre a necessidade de troca de funcionários antes mesmo da ocorrência de um acidente.

A aplicação também é capaz de prever incidentes e até correlacionar eventos de diferentes câmeras em um mesmo ambiente. Já por meio do recurso de aprendizado contínuo, a solução pode ser treinada para identificar uma ação ou comportamento suspeito. Isso pode ser feito de acordo com a necessidade de cada cliente, segundo a Embratel.

Na indústria, a aplicação pode ser utilizada para apoiar diversas funcionalidades, como na segurança do trabalho. A Embratel Smart View consegue detectar, por exemplo, colaboradores que estejam em alturas consideradas de risco.

Cidades

A Embratel quer que o Smart View também seja aplicado em projetos para cidades inteligentes, como forma de apoio à segurança. “Integrando a solução às câmeras espalhadas pelos municípios, torna-se possível, por exemplo, identificar locais e horários propensos a terem uma grande concentração de veículos. A partir disso, é possível organizar e programar semáforos para evitar pontos de trânsito intenso e acidentes pelas cidades”, explicou a empresa em comunicado à imprensa.

Assim como outras soluções de monitoramento, a tecnologia desenvolvida também gera relatórios aos gestores com indicadores e registros de ocorrências. Segundo Rachid, a solução diferencia-se por ser comercializada no modelo software as a service (SaaS) – ou seja, o cliente paga conforme o uso, já que há a uma arquitetura escalável que pode ser em nuvem, on-premise ou em ambiente híbrido.

 

Fonte: Teletime

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Operadoras enfrentam barreiras para implementar IA, aponta pesquisa

inteligencia artificial

O acesso a dados de alta qualidade é uma barreira chave para os provedores de serviços de comunicação alcançarem para o nível mais avançado de automação de rede. A conclusão foi obtida através de uma pesquisa encomendada pela Nokia e conduzida pela Analysys Mason. Apenas 6% das operadoras entrevistadas no estudo responderam que acreditam estar no nível mais avançado de automação (ou seja, automação “zero-touch”)

“Os provedores de serviços de comunicação não conseguem acessar conjuntos de dados de alta qualidade (que permitiriam decisões mais precisas) porque estão usando sistemas legados com interfaces proprietárias. Isso restringirá o quão rapidamente eles podem integrar a IA em suas redes”, afirmou a pesquisa.

O tal nível mais avançado de automação mencionado na pesquisa é um fator que depende de inteligência artificial (IA) e algoritmos de aprendizado de máquina para gerenciar e aprimorar as operações de rede. O problema dos dados de alta qualidade também está impactando a capacidade dos CSPs de reter talentos em IA, segundo o estudo.

Ainda assim, 87% das provedoras de serviços começaram a implementar a IA em suas operações de rede, seja como prova de conceito ou em produção; já 57% afirmam ter implantado casos de uso de IA até o ponto de produção.

O estudo é baseado nas respostas de 84 operadoras entrevistados em todo o mundo. Quase 50% dos provedores de serviços de Tier 1 classificaram a coleta de dados como a fase mais desafiadora do ciclo de desenvolvimento de casos de uso de IA em telecomunicações.

Apesar disso, os entrevistados afirmaram que acreditam que a IA ajudará a melhorar a qualidade do serviço de rede, o crescimento da receita, a experiência do cliente e a otimização de energia para atender às suas metas de sustentabilidade.

A pesquisa indicou que os provedores devem avaliar suas estratégias de implementação de IA em telecomunicações e desenvolver um roteiro claro para a implementação, com o objetivo de superar o desafio dos dados e outros obstáculos, como a incapacidade de escalar as implantações de casos de uso de IA. O relatório completo pode ser encontrado aqui.

Fonte: Teletime

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Brasil assume GT de Economia Digital do G20 e prioriza conectividade significativa

O Brasil assumiu a presidência do Grupo de Trabalho em Economia Digital do G20 e, em 2024, receberá a reunião ministerial que, este ano, ocorreu em Bengaluru, na Índia. O governo brasileiro colocou a conectividade significativa como uma das prioridades durante o seu comando no GT.

“Nosso foco central será uma abordagem abrangente da inclusão digital, o que, aliás, é uma das prioridades do governo do presidente Lula”, afirmou Juscelino Filho, durante a Reunião dos Ministros da Economia Digital do G20.

Este ano, a presidência indiana definiu três temas prioritários para o GT: infraestrutura digital pública, segurança na economia digital e habilidades digitais. Da mesma maneira, o Brasil definiu e já apresentou quais serão as prioridades no trabalho para o próximo ano, de sua presidência:

Conectividade universal e significativa

Por iniciativa do Brasil, o tema também faz parte das discussões das 20 maiores economias do planeta. Pensar a conectividade universal e significativa é de grande importância no momento atual de “profunda transformação digital” testemunhado mundialmente, afirma Juscelino Filho.

“Queremos buscar experiências e programas de sucesso entre os países do G20 que visam a incluir todos nos benefícios da digitalização a preços razoáveis, com o uso de equipamentos adequados e altas velocidades de conexão, que proporcionem uma experiência produtiva e enriquecedora no ambiente digital”, apontou.

Inteligência Artificial

Sob a presidência brasileira, o assunto será tema de reflexões e estudos por todos os países-membros do grupo. Internacionalmente, este ano, a União Europeia, que faz parte do G20, aprovou a primeira lei abrangente do mundo sobre a Inteligência Artificial.

“Não podemos nos furtar a discutir os efeitos da Inteligência Artificial sobre nossa sociedade, tanto seus impactos positivos quanto a mitigação dos potenciais impactos negativos”, alertou o ministro Juscelino Filho.

Governo Digital

O Pix, os serviços digitais do Governo Federal, a identidade digital, a plataforma Gov.br e outras experiências exitosas do Estado brasileiro foram outros temas destacados pela delegação brasileira durante a reunião ministerial do G20. Ao assumir a presidência do GT em Economia Digital do G20, o Brasil propõe que essa busca pela transformação digital dos governos seja ampla, ultrapasse fronteiras e gere benefícios a cidadãos de todo o mundo.

O assunto já era agenda do GT durante a presidência dos indianos. Agora, a ideia é de dar continuidade aos trabalhos sobre infraestrutura digital. “Entendemos que a busca de sistemas de prestação de serviços de governo seguros, funcionais, não exclusivos, centrados no ser humano e orientados para os usuários é premissa para o funcionamento de qualquer economia e sociedade”, entende o governo brasileiro.

Combate à desinformação

Ainda de acordo com Juscelino Filho, a presidência brasileira deseja contribuir para o diálogo e a cooperação internacional no combate à desinformação, na promoção da integridade da informação e construção de um ambiente digital confiável.

“A interlocução ativa no G20 reúne o potencial de promover troca de experiências e de destacar boas práticas dos países do grupo”, disse o ministro na ocasião.

Por fim, a declaração conjunta sobre economia digital do G20, aprovada pelo Brasil e pelos outros membros do grupo, aponta que a ideia é dar continuidade às conquistas das presidências anteriores para continuar a promover uma abordagem inclusiva, sustentável, orientada para o desenvolvimento e centrada no ser humano.

Confira abaixo a íntegra da declaração.

“O Brasil, como a próxima Presidência do G20, espera aproveitar as conquistas das presidências anteriores para continuar a promover uma abordagem inclusiva, sustentável, orientada para o desenvolvimento e centrada no ser humano, com os objetivos fundamentais de realizar todo o potencial da economia digital para todos, melhorando a vida das pessoas e eliminando as barreiras digitais. Saudamos, portanto, os planos do Brasil de trabalhar nos temas de conectividade universal e significativa; inteligência artificial; integridade e confiança da informação no ambiente digital; e governo digital”.

Fonte: TELETIME

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Drex será o nome do real digital para os usuários, divulga o Banco Central

O Banco Central (BC) divulgou hoje (7) que o real digital terá o nome de Drex (Digital Real Electronic Transaction). O Drex será a parte do sistema que aparecerá para o usuário final, ou seja, da plataforma e do token de varejo. Assim, os reais tokenizados, que “circularão” para os clientes dos bancos. Portanto, vão seguir a mesma linha do que que acontece hoje, quando alguém tem um valor na conta e que é o real. Se uma pessoa ou empresa tem um depósito de real tokenizado num determinado banco, terá esse valor em Drex na conta, de acordo com Fabio Araújo, coordenador da iniciativa da nova versão da moeda nacional.

Em relação à versão digital do real que vai circular no atacado, ainda não há uma posição oficial do Banco Central sobre o tema. Essa versão será usada para operações entre o BC e instituições financeiras e grandes empresas. O Drex começa a chegar aos usuários por volta do final de 2024.

Os bancos, reforçou o Banco Central, não poderão emprestar o Drex a terceiros, como acontece com o real físico. Além disso, não terá rendimento automático. Mas pode haver troca do Drex por cédulas da moeda. O BC é quem fará a custódia.

Drex não terá rendimento automático

Assim como o Pix, o sistema de pagamentos instantâneo, o Drex também tem um “x” para chamar de seu. Segundo o banco, a letra passa a ideia de modernidade e de conexão. A tipografia e elementos gráficos da marca remetem ao universo digital. E o uso das cores, que passam de azul para verde claro, fazem referência a “transação concluída”.

Num webinar sobre o real digital hoje, Araujo voltou a afirmar o que é a visão do BC: a de que o real digital é atraente para realização de pagamentos, algo que ainda não é prioridade entre quem usa criptomoedas. Não é prioridade, mas está em alta.

Na falta das moedas oficiais criptografadas as pessoas usam cripto, afirmou Araujo. Mas, quando se oferecem plataforma regulada, com atores conhecidos, usar a moeda nacional é mais vantajoso, completou. As pessoas que têm comprado criptos “estão mais interessadas na variação de preços do que em usar para fazer pagamentos. Com o real não, as pessoas recebem em real e pagam aluguel em real”, exemplificou.

Araujo afirmou ainda que o custo de uso da plataforma do Drex é sempre associado a um serviço financeiro. “Parece que o custo vai ser muito mais barato do que a gente tem disponível atualmente”, completou. Ao usar uma plataforma de tecnologia de registro distribuído (DLT), o processo contará com automatização, uso de contratos inteligentes (smart contracts). Assim, poderá haver a dispensa de certos profissionais nas operações, mas sim o uso de códigos. “Depois que desenvolveu o smart contrato, o próximo custo dele é zero para uso”.

Uso deve crescer com digitalização

Aristides Cavalcante, chefe do escritório de inovação e segurança cibernética do Banco Central, lembrou que a plataforma da versão digital do real permitirá operações com contratos inteligentes e, portanto, com ativos tokenizados. E tudo isso conversa com o Drex. Um exemplo é a venda de um automóvel, em que se incorporam os dados da posse do carro e do pagamento ao contrato inteligente. Depois, a operação acontece praticamente em tempo real.

“À mediada que a economia avança e se torna mais digital com tokenização como de imóveis, músicas, a plataforma do real digital permitirá que o setor privado faça essas trocas de formas mais eficiente e mais barata”, afirmou Cavalcante.

Uma das quedas de custo das operações vêm do custo menor de recuperação de garantias. Se estão registradas em DLT ou blockchain, pode haver maior certeza de onde estão e a quem pertencem. Além disso, em relação a investimentos, espera-se que haja uma variedade maior do que os que existem hoje. Assim, ao abrir o aplicativo do banco, o usuário poderá escolher que tipo de investimento quer e tudo isso ainda vai “conversar” com o open finance, disse Araujo.

O piloto da versão digital do real é em Hyperledger Besu. Os consórcios que participam do piloto estão se integrando à plataforma do Banco Central.

No início do webinar, Cavalcante, como já havia feito Araujo em outra ocasião, defendeu o movimento dos funcionários do BC para contratação de mais funcionários por meio de concurso. Dessa forma, o BC pode continuar atraindo profissionais qualificados. E lembrou que se há inovação na instituição, é por conta da dedicação de seus especialistas. O último concurso foi em 2013.

Os funcionários também têm reivindicado reestruturação da carreira e a criação de um bônus de produtividade semelhante ao dos auditores da Receita Federal. A categoria também pede isonomia entre os economistas e os procuradores. Segundo eles, procuradores recebem mais que os economistas no fim da carreira porque os advogados têm honorários incorporados à remuneração.

Fonte: Blocknews

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Unidade técnica do MDIC defende regulação assimétrica para ecossistema digital

Em sua contribuição para a consulta pública do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), o Departamento de Transformação Digital, Inovação e Novos Negócios (DEIN), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), defendeu que a regulação das plataformas deve ser assimétrica no País.

Segundo a unidade técnica (que integra a Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, ou SDIC), a regulação no modelo refletiria a diversidade dos modelos e tamanhos de plataformas digitais e levaria também em consideração reconhecer aquelas plataformas que oferecem maior risco à sociedade, sendo alvo de obrigações regulatórias especificas.

“Alguns dos critérios que podem ser usados para subsidiar o dimensionamento de eventual peso regulatório sobre plataformas, sem prejuízo a outras características, incluem: poder de mercado do conglomerado (na medida em que se verificasse risco de abuso de posição dominante); [e] ameaças ao refreamento da inovação e do desenvolvimento tecnológico por eventual excesso de poder autorregulatório”, propõe a unidade técnica do MDIC.

Critérios

O DEIN propõe ainda que os critérios para categorizar as plataformas e criar regras regulatórias específicas seriam o de faturamento em um dado mercado no País, o número de usuários, o controle essencial de acesso e a singularidade da entidade em um mercado determinado ou em vários segmentos econômicos. “Conjugadas, estas características podem ser instrumentais para caracterização de uma assimetria regulatória equilibrada, que proteja os pequenos negócios sem deixar de lado a supervisão dos principais atores”, afirma o departamento.

Órgão regulador

Sobre que órgão ou autoridades públicas devem estar diretamente envolvidos com a implementação da regulação de plataformas digitais no Brasil, o DEIN entende que a regulação de plataformas digitais é um tema multissetorial e multidisciplinar, envolvendo atores de governo, do setor empresarial, da sociedade civil e da academia, com alcance e impacto transversais. “Por estes motivos, o exercício de listagem de atores diretamente envolvidos, ainda que apenas em relação ao setor público, não deve ser restritiva ou taxativa”, diz a unidade técnica do MDIC.

Fonte: Teletime

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Anatel abre consulta sobre uso de faixas de frequências

A proposta engloba o novo modelo de gestão do espectro e vai tratar das faixas associadas aos serviços de interesse coletivo

A Anatel deu início hoje à  consulta pública que vai discutir o Ato de Requisitos Técnicos e Operacionais de Uso das faixas de frequências associadas aos serviços de interesse coletivo (telefonia móvel, telefonia fixa, banda larga fixa e TV por Assinatura).

O Ato consolida em um único instrumento todos os requisitos técnicos de uso das faixas de radiofrequências associadas a esses serviços. Com isso, a Agência complementa arranjos e canalizações de radiofrequências já estabelecidos no Regulamento de Condições de Uso de Radiofrequências, além de ampliar a transparência regulatória e facilitar o acesso às regras para uso do espectro pelo setor regulado.

Modelo de gestão

A proposta tem como fundamento o atendimento ao modelo de gestão do espectro atualmente adotado pela agência, que estabelece que requisitos eminentemente técnicos sejam tratados no âmbito da Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação, por meio da edição de atos.

Condições de uso atualmente dispersas em diferentes instrumentos serão estabelecidas em um mesmo ato de requisitos técnicos e operacionais. Em 2021, a Anatel informou que definição ou alteração de condições de uso de radiofrequências, tais como limites de potências, canalização para serviços de interesse restrito e outras condições técnicas específicas, que visem à convivência harmônica entre os serviços e ao uso eficiente e adequado do espectro, quando necessárias, passariam a ser tratadas no âmbito da Superintendência de Outorga e Recursos à Prestação por meio de Atos de Requisitos Técnicos, sujeitos à Consulta Pública.

Contribuições e comentários da sociedade à Consulta Pública nº 39/2023 serão recebidos, por meio do sistema Participa Anatel, por 45 dias.

Fonte: Telesíntese

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Big Techs discutem com Anatel seus papéis no Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passou a receber contribuições para a Tomada de Subsídios 13 no mês de março. As Big Techs presentes no Brasil enviaram uma sugestão. O processo busca o levantamento de informações do público para entender qual o papel dessas empresas nas redes de telecomunicações e se elas devem ou não pagar pela infraestrutura.

Segundo as próprias Big Techs, adotar o “fair share” seria uma “solução em busca de problema” e não cabe aos usuários custear a expansão da rede.

Fair share

processo da Anatel busca entender, por parte do público, qual o papel das Big Techs presentes no Brasil nas redes de telecomunicações. Além disso, a agência busca resposta para qual seria a contribuição dessas empresas na infraestrutura das telecomunicações.

A ideia de fair share proposta pelas operadoras de internet quer que as Big Techs contribuam na estrutura da rede, uma vez que os serviços oferecidos por elas aumentam o tráfego.

 

Resposta das Big Techs

  • Como trata-se de processo aberto, em que toda a população pode contribuir, a Câmara Brasileira da Economia Digital, a camara-e.net, resolveu deixar seu comentário;
  • A camara-e.net é uma entidade que tem Amazon, Google, Facebook, TikTok e Twitter (agora X) como associadas — elas são as Big Techs em questão;
  • A resposta da organização foi contrária ao fair share proposto pelas operadoras, uma vez que, segundo o posicionamento, essas empresas já investem na infraestrutura por trás da internet — enquanto as operadoras cuidam apenas do acesso na ponta;
  • Ou seja, para a internet chegar ao usuário, eles dependem de operadoras de internet. Já para a internet chegar às operadoras, elas dependem de infraestrutura, como cabos submarinos e data centers, áreas onde as Big Techs estariam investindo;
  • Assim, segundo a defesa da camara-e.net, elas estariam compensando a não adesão ao fair share ao reduzir os custos de trânsito;
  • Além disso, a defesa afirma que as operadoras se beneficiam com os serviços das Big Techs, uma vez que eles atraem clientes para os planos de internet.

Transparência

  • A camara-e.net também afirmou que a Anatel não tem como impor que as tarifas cobradas pelo uso da rede sejam realmente revertidas em investimentos na infraestrutura;
  • Outra questão, segundo a contribuição, é que as Big Techs não teriam como saber se os recursos realmente seriam direcionados para as redes de telecomunicação, ao invés de acionistas das operadoras;
  • As empresas ainda defendem que a Anatel não é responsável por regular as plataformas e que não é dever dos usuários custear a expansão da infraestrutura de telecomunicações, o que causaria “profunda desorganização na ordem econômica”.

Fonte: Olhar Digital

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Anatel realiza seminário sobre desafios do ecossistema digital

Aberto a todos os interessados, evento será transmitido pelo canal da Anatel no YouTube

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizará o Seminário Desafios do Ecossistema Digital: Redes, Plataformas e Novos Serviços nos dias 1 e 2 de agosto de 2023, no Auditório do Espaço Cultural Renato Guerreiro (SAUS Qd. 6 Bloco C – Brasília/DF). Aberto a todos os interessados, o evento será transmitido pelo canal da Anatel no YouTube.

O Seminário busca fomentar a troca de experiências e o debate sobre o papel dos diversos atores na construção do novo ecossistema digital diante dos novos modelos de negócio baseados em conectividade, incentivando investimentos e garantindo conectividade significativa.

O evento está estruturado em cinco painéis:

  • Reflexões e perspectivas para os novos modelos de negócio baseados em conectividade
  • Responsabilidades das plataformas digitais no novo cenário da economia digital
  • Aspectos Concorrenciais: como impulsionar os novos mercados digitais?
  • Buscando o uso racional e eficiente das redes de telecomunicações
  • Aspectos consumeristas dos novos modelos de negócio para a transformação digital

A programação completa do evento estará disponível, em breve, no portal da Anatel na internet.